<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917</id><updated>2012-02-16T03:33:42.092-08:00</updated><category term='Nós também temos nossos Guetos'/><category term='O Sentido da Travessia'/><category term='Mude o Canal...'/><category term='O direito à eutanásia virtual: a síndrome do eterno presente e o desafio do esquecimento na era Google'/><category term='A Beleza de Jorge'/><category term='Sabes navegar'/><category term='A quem pertence a História?'/><category term='Nunca descansar'/><category term='Política Contemporânea'/><category term='Os aposentados da história e as armadilhas do passado reparado.'/><category term='A ditadura embrulhada: o deslize do ditadurista Élio Gáspari'/><category term='11 de setembro: o novo acontecimento histórico dez anos depois. (parte 1)'/><category term='O Homem Dissecado'/><category term='Para onde vão as putas tristes de Garcia?'/><category term='A Musealização do Presente'/><category term='A Casa dos coronéis cangaceiros'/><category term='Globalização'/><category term='PINHEIRINHO: Nosso Distrito 9 é logo ali'/><category term='Ruban a fábula do último homem que o Google não comeu'/><category term='Até quando a humanidade vai ter que se desculpar com Israel?'/><category term='O vendedor de passados'/><category term='Por uma História Humana'/><category term='Que tipo de historiador é você?'/><category term='Os Imbróglios da notícia e a agonia por perplexidade.'/><category term='Índia made in Globo'/><category term='Cartas para o Futuro'/><category term='Michael e a antropafagia midiática'/><category term='O SÓLIDO O LÍQUIDO E O OUTRO'/><category term='20 anos depois que o muro caiu: ilusão e perversidade. Esperança?'/><category term='Rio de Janeiro - admirável velho mundo'/><category term='Passageiros entre palavras fugazes'/><category term='Eu sou a Beira do Mundo'/><category term='A humanidade ainda precisa dos historiadores'/><category term='Quem quer ser um leitor?'/><category term='Eu sou fã da  Lídia Bronde'/><category term='Nunca desligar... ou a síndrome de Funes'/><category term='O mundo selvagem da república das cuecas.'/><category term='Ensaio sobre Tempos Cegos'/><title type='text'>MediAções Contemporâneas: História, Mídia e Literatura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-8847154445345712804</id><published>2012-02-02T08:22:00.000-08:00</published><updated>2012-02-14T14:46:13.261-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PINHEIRINHO: Nosso Distrito 9 é logo ali'/><title type='text'>PINHEIRINHO: Nosso Distrito 9 é logo ali</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jNQJVN7SfcI/Tyq3YDdMu1I/AAAAAAAAA0M/SmF1FDiVihs/s1600/DISTRICT_9_3000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://4.bp.blogspot.com/-jNQJVN7SfcI/Tyq3YDdMu1I/AAAAAAAAA0M/SmF1FDiVihs/s400/DISTRICT_9_3000.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distrito 9 é um filme de ficção interessante. Sob vários aspectos nos faz pensar sobre algumas questões importantes do nosso tempo. Ao primeiro olhar, seu argumento pode até não ser um dos mais originais: uma nave de alienígenas caí na terra. Bem, até aí muitos filmes norte-americanos já se deleitaram com o tema. Todavia diferentemente deles, é na África que os estrangeiros se deparam com seu trágico destino. Digo trágico, porque doentes, famintos e sem ter como voltarem para casa é numa favela de  Johanesburgo que encontram seu novo lugar de morada. Vivendo em condições miseráveis em casebres de madeira, sem saneamento ou assistência médica; segregados na região mais pobre dentro da pobreza, sobrevivem de trocas, pequenos delitos, ora sendo perseguidos pelos traficantes de armas locais, ora pelos agentes da segurança que tinham como principal função mantê-los sob controle no Distrito 9. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Distrito 9 de Johanesburgo  era um gueto desprezado e odiado por todos ao seu redor. Xenofobia e intolerância são os motes que conduzem as relações entre os habitantes cidade e seus inconvenientes visitantes. Um dia as autoridades locais associadas a uma grande empresa privada de armamentos e segurança resolvem colocar em ação um plano transferência dos 1.800.000 moradores do Distrito 9 para outro local. Por trás da ação, o interesse era financeiro e bélico: controlar e subjugar os indesejáveis residentes para se apropriar de sua tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-osCeQvoDP7s/Tyq3reUREdI/AAAAAAAAA0U/CTg8YSbczho/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" src="http://4.bp.blogspot.com/-osCeQvoDP7s/Tyq3reUREdI/AAAAAAAAA0U/CTg8YSbczho/s320/images.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Na última semana conhecemos nosso Distrito 9 e nossos estrangeiros nem eram assim, de tão longe. A ação realizada em Pinheirinho é daquelas histórias que imaginamos como roteiro de filme. O grande especulador, acusado de todo tipo de corrupção e falcatrua, que sempre conseguiu se valer da face mais lenta e burocrática da justiça quando se tratou de apurar e julgar as acusações que pesam sobre ele, aciona essa mesma justiça, agora sim, rápida, implacável e incrivelmente eficiente para despejar, destruir casas, bens, memórias e vidas milhares de pessoas em poucas horas, afinal, agiu a justiça para garantir o sagrado direito de propriedade do Sr. Naji Robert Nahas, um terreno avaliado em 400 milhões de reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quebra da bolsa do Rio de Janeiro em 1989, denúncias de lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas, corrupção, etc., que o levaram para cadeia em 2008 através da operação Satiagraha, são algumas das acusações que pesam sobre o especulador, bem mas isso aí a justiça ainda tem muito tempo para apurar, julgar, resolver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a decisão a favor de Nahas foi a senha para que os habitantes de Pinheirinho fossem expulsos e retirados de onde estavam. Ninguém os queria ali. Nem o prefeito, nem os demais moradores de São José dos Campos, nem o governo do Estado. Representativo disso é que anos antes a câmara de vereadores da cidade havia aprovado uma resolução para impedir que seus moradores tivessem acesso a qualquer assistência de saúde, educação ou saneamento básico, que só não foi implementada por ser inconstitucional. Assim como os alienígenas do Distrito 9, ser morador de Pinheirinho era pagar o preço da segregação, da descriminação e do preconceito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinheirinho escancara ainda outros problemas latentes em nossa sociedade: o primeiro deles, ainda é o alcance do poder econômico no acionamento da justiça. O claro paradoxo entre as ações que tramitam contra Naji Nahas e a eficiência com que foi cumprida a ação judicial que o especulador ganhou sobre os moradores do bairro demonstra o quanto nossa lei trabalha eficazmente quando se trata julgar e condenar quem é pobre no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo, a segregação de Pinheirinho dentro do espaço de São José dos Campos denuncia a tensão existente entre os moradores da cidade e o bairro. Mais uma vez é a condição de pobreza que marginaliza e identifica seus habitantes. Sob os argumentos das autoridades, o bairro era o espaço do crime, da marginalidade, embora admitissem que “gente honesta” habitasse ali, Pinheirinhos é apresentado pela grande mídia como uma outra “cracolândia”, portanto, destruí-lo foi a opção mais fácil que encontraram para se “livrar do problema”. No depoimento de uma das moradoras expulsa, ao tentar alugar imóveis e ser identificada pertencente ao bairro, viram-lhe as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinheirinho tornou-se para seus moradores o lugar de construção de uma identidade repartida, marcada pelas desigualdades que ainda se mantém em nosso país; pela indiferença com a qual tratamos a maior parte de nossos problemas sociais e pelo estado de letargia que nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da grande repercussão dada a eventos, no mínimo, risíveis que nada nos dizem, a cobertura do despejo dos moradores do bairro foi tratada pela grande mídia como matéria de segunda página, afinal, pouco importa para onde irão os habitantes do Distrito 9, desde que fiquem longe, invisíveis e silenciosos. Assim, a vida segue seu curso e pouca gente vai saber o que foi feito deles, espalhadas por ai.... mas amanhã tem BBB, alguém voltando do Canadá e o carnaval, ah! o carnaval...até descobrimos nosso próximo Distrito 9.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-8847154445345712804?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/8847154445345712804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=8847154445345712804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8847154445345712804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8847154445345712804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2012/02/pinheirinho-nosso-distrito-9-e-logo-ali.html' title='PINHEIRINHO: Nosso Distrito 9 é logo ali'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jNQJVN7SfcI/Tyq3YDdMu1I/AAAAAAAAA0M/SmF1FDiVihs/s72-c/DISTRICT_9_3000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-6073454782032998575</id><published>2011-05-14T22:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T22:25:47.795-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O direito à eutanásia virtual: a síndrome do eterno presente e o desafio do esquecimento na era Google'/><title type='text'>O direito à eutanásia virtual: a síndrome do eterno presente e o desafio do esquecimento na era Google</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JuDMKUOKHgE/Tc9f6b2fP-I/AAAAAAAAAwg/9rsL09btfDQ/s1600/images.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 179px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JuDMKUOKHgE/Tc9f6b2fP-I/AAAAAAAAAwg/9rsL09btfDQ/s400/images.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606805518612905954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Uma matéria de hoje do jornal El País, colocou uma questão importante para pensarmos a interferência da internet, em particular dos buscadores, nos processo de lembrança e esquecimento na contemporaneidade. Intitulado "&lt;i&gt;&lt;b&gt;Un nuevo desafío: el derecho al olvido"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;a matéria trata do caso da ginasta Marta Bobo, hoje com 45, professora da Facultad de Ciencias del Deporte de la Universidad de A Coruña, ex-atleta olímpica, que em 1984&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;foi notícia exatamente no El País por, possivelmente, sofrer de anorexia, fato que estaria atrapalhando sua carreira naquele momento. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Até aí nada demais, afinal, como uma matéria curta vinculada 26 anos atrás poderia influenciar ou prejudicar uma acadêmica reconhecida em seu meio?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É provável que essa notícia jamais viesse a público, a não ser pela extrema curiosidade de alguém ou pelo acaso de alguma pesquisa sobre práticas esportivas, olimpíadas, etc..., &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;realizada em qualquer das hemoreteca espanholas ou, quem sabe, de outro país que armazene o periódico em seus arquivos. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Era provável que isso ocorresse a não ser por um detalhe: a hemeroteca na qual a notícia em questão está armazenada, não se situa mais em um lugar físico, ou pelo menos, não somente nele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Fundando em 1976, o jornal El País, a exemplo de outros jornais, caso da Folha de São Paulo no Brasil, disponibiliza todo o seu conteúdo na rede. Através dela, e de buscadores como o Google, o maior de todos, a matéria sobre Marta Bobo, de 1984 pode ser facilmente localizada, bastando para isso que seu nome seja colocado como tema de busca. A ex-atleta argumenta o inconveniente de hoje, na sua atual condição de acadêmica que discute e trabalha exatamente a temática esportiva, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ter continuamente seu nome associado a um assunto tão delicado para o meio que é a questão da anorexia. &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Una vez leí una referencia a mi supuesta anorexia en Vogue. Pensé que se iría olvidando, pero ahora resulta que la noticia tiene de nuevo repercusión".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O exemplo nos coloca um problema muito próprio do nosso tempo: &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a atualização permanente da notícia, seu eterno vagar no presente através da rede, o que simplesmente impede seu esquecimento. Talvez até possamos pensar em um novo desafio para o próprio campo da comunicação e a reboque, para a história também, ou seja: o passado que não passa. A novidade, sempre renovada, por mais estranho que essa assertiva possa parecer. Exposta para cada leitor que tem acesso aquela notícia, mesmo antiga, torna-se para ele, que nunca a havia lido, nova. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O jornal se defende afirmando que não pode simplesmente apagar de seus arquivos as notícias dadas, dessa forma, estaria infringindo o direito fundamental da informação, seu argumento então é de que o problema não está na notícia vinculada em1984, mas sim, no fato de agora, ela está acessível a qualquer pessoa em 2011 através da rede. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Deparamos-nos assim com uma questão inquietante: estamos condenados a permanecer na rede mesmo depois de não estarmos mais aqui? Quais os efeitos desse presente contínuo para as gerações futuras? Como ensinar sobre o passado no tempo de uma hipertrofia do presente?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Nas comunidades de relacionamentos virtuais crescem os perfis de pessoas já falecidas que continuam recebendo diariamente mensagens de seus parentes e amigos, como se a própria morte agora pudesse, metaforicamente ser abolida da experiência humana. Vive-se como se o morrer fosse uma passagem deste mundo, para outro; mas não aquele sugerido pelas inúmeras perspectivas religiosas, espera-nos agora o mundo dos bits e bytes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O que Marta reclama nada mais é, do que um dos mais elementares diretos para qualquer indivíduo: o direito ao esquecimento, aquilo que nos possibilita seguir adiante. É o esquecer que nos ajuda a selecionar e compreender o que é importante ser lembrado e que aprofunda nossa existência numa dimensão temporal da duração, tornando assim, o passado, não uma eterna presença, mas uma experiência reflexiva do viver.  Se tudo está permanentemente disponível num eterno presente, corremos o risco de caminharmos para uma espécie neurose coletiva que vê na internet seu desejo de eternidade ilusoriamente realizado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Crato, 15 de maio de 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sônia Meneses&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Matéria do El País:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/opinion/nuevo/desafio/derecho/olvido/elpepiopi/20110515elpepiopi_4/Tes"&gt;http://www.elpais.com/articulo/opinion/nuevo/desafio/derecho/olvido/elpepiopi/20110515elpepiopi_4/Tes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-6073454782032998575?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/6073454782032998575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=6073454782032998575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6073454782032998575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6073454782032998575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2011/05/em-materia-de-hoje-do-jornal-el-pais-um.html' title='O direito à eutanásia virtual: a síndrome do eterno presente e o desafio do esquecimento na era Google'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JuDMKUOKHgE/Tc9f6b2fP-I/AAAAAAAAAwg/9rsL09btfDQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-6501752771938903260</id><published>2011-01-27T19:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T19:20:56.096-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os aposentados da história e as armadilhas do passado reparado.'/><title type='text'>Os aposentados da história e as armadilhas do passado reparado.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TUIxuFeVVrI/AAAAAAAAAv8/26ISLTAafCY/s400/%257Bdb9f454c-d012-48bc-be8f-d7f189df3940%257D_2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 400px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567066757196502706" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dos muitos absurdos que costumamos escutar diariamente em nome da “história” a divulgação de que algumas pessoas têm direito a aposentadoria por serem descendentes de “heróis” nacionais realmente causa espanto para não dizer constrangimento. Nas últimas décadas parecemos ter entrando em uma quase histeria de reparação do passado. Como se fosse possível o presente expiar todas as culpas das escolhas efetuadas por nossas sociedades ao longo da história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em nome disso, um conjunto de políticas públicas têm se organizado tentando “restituir” aos mortos o que lhes foi usurpado, ao menos assim, seus descendentes teriam um pouco de reconhecimento histórico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Antes que os politicamente corretos avancem sobre mim e os mais radicais digam que sou contra as cotas, as minorias e aos direitos humanos, esclareço que me coloco efetivamente contra a uma idéia que o passado que pode ser reparado, e assim, se tenham resolvidos nossos problemas com a história. Ventilaria por demais nossas consciências!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TUIx6BlCjCI/AAAAAAAAAwE/8HguwPzkTo4/s400/Ind%25C3%25ADgenas%2BMakuxi%2Bchildren%2Bat%2BUiramut%25C3%25A3%252C%2BRaposa%2BSerra%2Bdo%2BSol%252C%2BBrazil%2BFoto%2BFiona%2BWatson%2BSurvival%2B1996.JPG" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567066962309319714" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Muito conveniente pagarmos às gerações atuais pelos seus mortos do passado. Quanto vale em reais os milhões de indígenas dizimados ao longo dos séculos? Ou o trabalho dos povos africanos em mais trezentos anos de escravidão? &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;O passado não volta, simplesmente pelo fato de que ele passou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Isso evidentemente, não nos impede de fazer uma reflexão crítica sobre ele para que compreendamos melhor quem somos e o que queremos do futuro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Falo do&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;não esquecimento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que é bastante diferente da &lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;idéia de reparação&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;.  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;não esquecer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; diz respeito à construção de nossa identidade enquanto membros de uma comunidade afetiva, política e social. Diz respeito ao relembrar, comemorar que significa lembrar juntos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Remete ao exercício crítico de pensar sobre o nosso passado contribuindo para construir, no presente, horizontes de expectativas diferentes daqueles que nos vinculam às experiências traumáticas, autoritárias e excludentes exercitadas no passado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Se hoje o Brasil tivesse que reparar sua história, considerando que isso fosse de alguma forma possível, certamente ele deixaria de existir, porque cada uma de nossas características, sejam àquelas que ressaltamos ou as que desprezamos, foi construída na relação conflituosa, diversificada e, muitas vezes violenta, desse amálgama que nos une e identifica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Penso que se devemos ensinar às gerações atuais a importância do passado é porque isso pode possibilitar, principalmente, compreendermos quem somos no presente.  Pois esse é realmente o único tempo que nos pertence e se conseguirmos compreendê-lo de forma crítica e consciente é possível que no futuro não precisemos de políticas ou  de aposentadorias feitas em nome do que não pode mais se mudado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13.3333px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-6501752771938903260?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/6501752771938903260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=6501752771938903260' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6501752771938903260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6501752771938903260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2011/01/os-aposentados-da-historia-e-as.html' title='Os aposentados da história e as armadilhas do passado reparado.'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TUIxuFeVVrI/AAAAAAAAAv8/26ISLTAafCY/s72-c/%257Bdb9f454c-d012-48bc-be8f-d7f189df3940%257D_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1464826944622211299</id><published>2011-01-20T16:45:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T17:05:23.580-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11 de setembro: o novo acontecimento histórico dez anos depois. (parte 1)'/><title type='text'>11 de setembro: o novo acontecimento histórico dez anos depois. (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TTjZRSfa5UI/AAAAAAAAAvs/TRwNY17olXY/s400/Biggart513-vi.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 270px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564436230660875586" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mês de setembro desse ano será marcado por eventos que certamente lembrarão os 10 anos da queda o Word Trade Center. Embora o historiador não seja muito afeito a prognósticos, arrisco-me a dizer que assistiremos a uma profusão de celebrações que não deixarão esquecer a significação simbólica desse acontecimento para a história contemporânea. Ainda hoje suas imagens povoam com muita nitidez o universo de nossas recordações, não somente pela proximidade de tempo que temos com ele, mas sobretudo, pela profusão espetacular de sua divulgação, reprodução e reflexão que não pararam de ocorrer ao longo dessa década. A queda do imponente complexo empresarial inaugurou de forma dramática a passagem do século XX para o século XXI. Como se, naquele momento, efetivamente pudéssemos ter sentido, como em nenhum outro momento, a passagem do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande diferencial desse evento, para outros que nos acostumamos a tipificar como histórico, talvez seja a radicalidade de sua experiência em termos de divulgação e envolvimento humano para além de todos os espaços geográficos. Embora seu espaço de efetivação se situe no “Ground Zero”, coração da ilha de Manhattan em Nova York seu espaço de subjetivação ampliou-se espetacularmente em cada residência, escola, loja, ou praça em várias partes do mundo nos quais foi possível acompanhar sua transmissão ao vivo. Incontáveis olhos presenciaram a metamorfose dos grandes prédios em ruínas, foram suas testemunhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TTjY623FwDI/AAAAAAAAAvk/HujJFKrsdGE/s400/biggart4-01.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 272px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564435845286838322" /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontecimento catastrófico e dramático no qual as imagens valeram e ainda valem pela força de mobilização que provocaram ao longo desses 10 anos. Espetáculo que misturou ficção e realidade numa trama costurada pelos meios de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a queda do World Trade Center nos deparamos como um novo acontecimento histórico, bastante diferente daquele vislumbrado até meados do século XX. Isso, porque mudou não apenas seu status como ocorrência exemplar, singular e fundadora, transformou-se, sobretudo, as formas de sua divulgação, e consequentemente, de sua apropriação. Não se pode negar também que se modificaram as formas de percepção das coletividades, assim como, suas maneiras de lembrar, esquecer e selecionar seu patrimônio histórico e memorial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;“É justamente na possibilidade de associar a transmissão em tempo real e o caráter informativo atribuído aos noticiários à dimensão do consumo que as mídias carregam no mundo atual que os acontecimentos conquistam sua hiperealidade de divertimento dramático.”(1)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;D&lt;/i&gt;iferentemente de outros momentos, em que o contato com tais ocorrências era limitado, como chamou atenção Duby em sua bela narrativa sobre o Domingo de Bouvines, em virtude de “uma reserva de materiais cujo número é finito e que doravante já não é possível aumentar”(2) , o aco&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ntecimento contemporâneo demonstra exatamente o dificuldade seletiva sobre os materiais a serem utilizados em sua formulação, além disso, acrescenta-se outro elemento: a possibilidade de sua reprodução em imagens, sons e textos para uma audiência quase inesgotável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TTjYmLXiM6I/AAAAAAAAAvU/9dLVKkld5xg/s400/wtc_biggart1836.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564435490014376866" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 276px; " /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O acontecimento agora não apenas está disponível para ser lembrando, recontado, há também&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; a possibilidade dele ser “revisto” através das infinitas formas de registro disponibilizadas em nosso tempo. Acontecimento que é também encenado no momento logo posterior à construção de suas imagens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para muitos, a queda das duas torres realizou uma projeção mental assustadoramente familiar, resultado da própria indústria cinematográfica norte-americana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para nós, pesquisadores do tempo presente, o que este evento vem demonstrar é que certamente a partir dele teremos que construir novos caminhos de compreensão e reflexão para as ocorrências humana no espaço e no tempo. Pode-se perceber que estamos também diante de um novo passado que agora nos apresenta novas formas de representação e feitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="text-transform: uppercase; "&gt;Mauad&lt;/span&gt;, Ana Maria. Dimensões do presente: palavras e imagens de um acontecimento, os atentados ao World  Trade Center e ao Pentágono, em 11 de setembro de 2001 in &lt;span style="text-transform: uppercase; "&gt;Porto Jr&lt;/span&gt;., Gilson.  História do tempo presente, São Paulo. Edusc. 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(2). DUBY, Georges. O Domingo de Bouvines – 27 de julho de 1214. São Paulo, Paz e Terra. 1993, pág. 15.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1464826944622211299?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1464826944622211299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1464826944622211299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1464826944622211299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1464826944622211299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2011/01/11-de-setembro-o-novo-acontecimento.html' title='11 de setembro: o novo acontecimento histórico dez anos depois. (parte 1)'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TTjZRSfa5UI/AAAAAAAAAvs/TRwNY17olXY/s72-c/Biggart513-vi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-3630817226426612392</id><published>2010-12-06T21:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T17:51:30.745-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nunca descansar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nunca desligar... ou a síndrome de Funes'/><title type='text'>Nunca descansar, Nunca desligar... ou a síndrome de Funes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TP3G-uQqZnI/AAAAAAAAAu0/K9m9De_eNoE/s1600/Arcimboldo-libro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TP3G-uQqZnI/AAAAAAAAAu0/K9m9De_eNoE/s400/Arcimboldo-libro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547809096862426738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Recentemente a Globo News fez 14 anos e lançou uma bem produzida campanha de marketing, cujo objetivo foi promover o próprio canal e sua atuação na produção da notícia. Sua a mensagem principal: &lt;span&gt; &lt;/span&gt;“nunca descansar, nunca desligar”. Ações atribuídas ao próprio canal, como qualidades no meio em que atuam. Eu acrescentaria uma pergunta. Como agüentar? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ao assistir a propaganda, imediatamente me senti como Funes, o memorioso de Jorge Luis Borges. Como se naquele momento, também eu tivesse caído do cavalo e batido com a cabeça. Tal como Funes, senti-me castigada a nunca mais poder me distrair do mundo. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Condenada a ver, olhar, ouvir, saber, ver, olhar, ouvir... &lt;/span&gt;Errante em um ciclo ininterrupto de eventos, notícias, informação, enfim. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Como se cada um de nós fôssemos “o solitário e lúcido espectador de um mundo multiforme, instantâneo e quase intoleravelmente preciso”. Mundo no qual parecemos ter encontrado a fórmula mais sofisticada e complexa de aprisionamento e dependência: a produção ilimitada e irrefletida de informação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Excesso que tem tornado quase tudo, espetacularmente desimportante, ou fugazmente importante, para ser otimista. O que poderia ser finalmente o ponto máximo de nosso desenvolvimento intelectual tem se tornado, na verdade, um grande pesadelo de Funes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sabemos como produzir, mas não sabemos como preservar o que realizamos hoje para as gerações futuras. Temos a capacidade inimaginável de ampliar o conhecimento, mas efetivamente não estamos nos preparando para lidar com essa produção no futuro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O rápido desenvolvimento da tecnologia não tem deixado espaço para a reflexão consciente sobre nossas descobertas no presente, e como tudo é rapidamente atualizado, o futuro torna-se passado antes mesmo de se firmar como experiência duradoura em nosso presente. Nessa corrida, o esquecimento tem avançado mais velozmente do que nossa capacidade de recordação. Isso ocorre em parte porque progressivamente estamos delegando aos meios, a responsabilidade de perpetuar um patrimônio memorial, cognitivo e cultural que cabia aos grupos humanos administrar em suas relações comunitárias, afetivas e identitárias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A quimera de que nossos arquivos digitais darão conta de preservar nossos artefatos de recordação, vai-nos lançando rapidamente em um mergulho em Lete, o mitológico rio grego do esquecimento. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Conforme chamou atenção Remo Bodei (2004; 15), “o desejo de usufruir imediatamente como dádivas únicas do amor, da amizade, do prazer ou do bem estar” nos colocou em um estado de alerta ininterrupto em espaços nos quais a velocidade, que impõe um presente contínuo, importa mais que a duração. Situação que explica, em parte, o sucesso e a proliferação gigantesca indústria de manuais de auto-ajuda, sites de relacionamentos, conselheiros sentimentais, agências de casamento e de amizades, tão próprios deste tempo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todavia, esse é ainda um tempo nosso, e como tal, ainda é possível acordar do sonho de Funes, para isso é preciso lembrar que a memória e o esquecimento nos povoam e são necessários principalmente porque a partir deles significamos nossas experiências subjetivas, sociais e culturais, portanto, é preciso não nos acostumarmos com o excesso que banaliza e cega.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-3630817226426612392?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/3630817226426612392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=3630817226426612392' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/3630817226426612392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/3630817226426612392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2010/12/nunca-descansar-nunca-desligar-ou.html' title='Nunca descansar, Nunca desligar... ou a síndrome de Funes'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TP3G-uQqZnI/AAAAAAAAAu0/K9m9De_eNoE/s72-c/Arcimboldo-libro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-2775831349257613837</id><published>2010-06-10T20:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T20:16:53.289-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Até quando a humanidade vai ter que se desculpar com Israel?'/><title type='text'>Até quando a humanidade vai ter que se desculpar com Israel?</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TBGnzgafJHI/AAAAAAAAArI/rLltyMjXOgI/s1600/3198557049_f14a822a0f_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481346724802798706" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TBGnzgafJHI/AAAAAAAAArI/rLltyMjXOgI/s400/3198557049_f14a822a0f_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Palestinos, moradores da Faixa de GAZA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Existe, na atualidade, uma clara mudança de postura em relação o passado. A partir de um dado momento nos deparamos com uma verdadeira obsessão da rememoração e, junto com ela, difunde-se a crença que é possível reparar-lo ou manter um julgamento perpétuo do presente pelo passado. Em nome dessa reparação e desse julgamento sempre inacabado, muitas políticas sociais têm emergido nos últimos anos em várias partes. Os discursos sobre memória no começo da década de 80, na Europa e nos Estados Unidos, foram também impulsionados pelos debates em torno do Holocausto; evento tornado exemplar para reflexão dos acontecimentos emblemáticos no século XX. O agravamento desses conflitos colocou o holocausto como o grande centro das disputas de memória no final do século passado e o tornou referência de massacres e mortes em várias partes do mundo. Mais ainda, fez do povo judeu o guardião de uma memória que alcançou uma dimensão de universalidade extremamente complexa.&lt;br /&gt;A partir de uma bem estruturada política mundial de memória em torno desse acontecimento que incluiu a produção de filmes, proliferação de monumentos, documentários, fabricação de artefatos, exposição de grande alcance através dos meios de comunicação, o holocausto, acontecimento traumático memorável, tornou-se o mais bem sucedido projeto de construção de memória no século XX e foi capaz de fazer de suas vítimas/protagonistas autoridades inquestionáveis a falar e a fazer calar em nome do passado. É preciso que compreendamos que, a própria passagem do holocausto para o primeiro plano dos debates sobre memória, representa um capítulo no intenso jogo de disputas sobre o passado e a informação o que foi particularmente evidenciado com a constituição dos sistemas nazi-fascistas.&lt;br /&gt;Certamente a reflexão sobre os grandes crimes da humanidade se constitui um passo importante para a superação de grandes traumas e possibilita um maior amadurecimento para que as sociedades atuais aprendam a lidar de forma reflexiva e crítica com seu passado. Todavia as questões que se colocam são as seguintes: até quando as dores do passado devem servir para orientar e justificar todas as ações no presente? Em que medida uma memória traumática pode se reverte em discurso de subjugação e tirania no presente? Em nome da memória de povo perseguido ao longo dos séculos, Israel hoje se situa num lugar quase inalcançável de críticas ou sanções políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode fazer o que bem entender em suas terras e fora delas e o mundo inteiro parece sempre baixar a cabeça como a pedir-lhe desculpas. Todos se sentem constrangidos a pedir contas a Israel, mesmo que a política externa e interna que ele pratica se aproxime em intransigência às piores ditaduras da contemporaneidade. Embora se compreenda a aguerrida reiteração da memória de sofrimento do povo Judeu, contudo, é preciso que se chame atenção este não foi o único povo perseguido da humanidade. Populações inteiras das Américas foram dizimadas, assim como, africanos e asiáticos também sofreram século de exploração e massacre. Na verdade, a África, hoje, continua sendo um continente em holocausto de fome e miséria resultado de séculos de dominação européia. A diferença fundamental foi que, infelizmente, eles nunca conseguiram realizar a construção midiática da sua memória de perseguição, nenhum Spielberg habita entre eles. Continuam esquecidos, a não ser é claro, hoje quando todos foram para lá, jogar futebol.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-2775831349257613837?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/2775831349257613837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=2775831349257613837' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2775831349257613837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2775831349257613837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2010/06/ate-quando-humanidade-vai-ter-que-se.html' title='Até quando a humanidade vai ter que se desculpar com Israel?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TBGnzgafJHI/AAAAAAAAArI/rLltyMjXOgI/s72-c/3198557049_f14a822a0f_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-8035133884377988863</id><published>2010-01-31T07:39:00.003-08:00</published><updated>2010-06-10T19:23:45.970-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro - admirável velho mundo'/><title type='text'>Rio de Janeiro - admirável velho mundo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/S2WlAvfGisI/AAAAAAAAAX8/lTI-OlaeMks/s1600-h/santa+4.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432929957657873090" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/S2WlAvfGisI/AAAAAAAAAX8/lTI-OlaeMks/s400/santa+4.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quantos mundos é possível caber em uma única cidade? Sempre me fazia essa pergunta enquanto estava morando no Rio de Janeiro. Ao olhar para os morros coloridos e multifacetários em suas milhares de pequenas casas, ao caminhar pela orla quase mítica da zona sul, percorrendo os subúrbios na complexidade de seus habitantes e costumes. Estando ali, por vezes me sentia só, sensação que, contraditoriamente, parecia partilhada coletivamente por tantas outras vidas em travessia que encontrei. Reunião de exilados a dividirem a experiência de ser o outro em terra alheia, vivendo na fronteira de vários sonhos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Reunião de memórias a confrontarem identidades, costumes e vivências.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Lá, Amazônia e São Luis, Paraíba, São Paulo e Recife, Ouro Preto e Mariana, Goiânia, Magé e Niterói e tantos outros lugares, tornaram-se familiares para mim quase como se fizessem também parte de minhas lembranças pelas memórias compartilhadas entre os que encontrei; como se estivéssemos reunindo o passado num ritual de revivescência no presente. “Reunião de nuvens”. Cidade memória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Depois de algum tempo ela também para mim, tornou-se familiar. Uma familiaridade conflitante, porque talvez jamais possa senti-la sem uma leve sensação de estranhamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Viver no Rio de Janeiro é viver em um estado de paradoxo, algo entre o absoluto encantamento e torpor que a cidade produz pela força de seus espaços reais e simbólicos, pela história quase palpável de suas ruas, de seus prédios, e certa angústia de lamentá-la não mais bela, não mais limpa, não mais humana com os seus. Cidade indiferente, por vezes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Nem sei quanto vidas vi e vivi ali. Um espaço que diluiu para mim o próprio conceito de tempo. Cidade de um tempo curto, porém, sempre mais longo que a passagem dos dias e das horas. Espaço pequeno para a densidade de seus signos e pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Cidade de muitas cidades. Cidade de muitas vidas cambiantes, coloridas, cinzas ou em tons vibrantes da vontade de sambar, de reclamar, de sorrir e chorar. Cidade boliçosa que dança entre os braços abertos de uma maravilha a velar-lhe os dias e as portas que se fecham aos miseráveis, aqueles que, vindos de outros sonhos (in)felizes de cidade a procuram em busca de abrigo. Esquecidos por nossa senhora de copacabana, tornam-se invisíveis em becos e viela pela madrugada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Difícil também não se perder em suas ruas, em seus labirintos; não se encantar com o sorriso dos seus à saída dos cinemas, dos bares, das feiras de muitas cores, dos jardins a contarem histórias centenárias. Difícil não se apaixonar por ela, mesmo que, percorra-nos às veias um amor sempre tenso a nos impulsionar entre o prazer e a dor, a alegria e o medo, entre o real e o imaginário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffff;"&gt;Admirável velho mundo de tantas novidades, cidade repartida em mil partes, para a qual, a única metáfora possível para defini-la somente pode se realizar em seu nome: Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-8035133884377988863?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/8035133884377988863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=8035133884377988863' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8035133884377988863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8035133884377988863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2010/01/rio-de-janeiro-admiravel-velho-mundo.html' title='Rio de Janeiro - admirável velho mundo'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/S2WlAvfGisI/AAAAAAAAAX8/lTI-OlaeMks/s72-c/santa+4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1530188552952490354</id><published>2009-12-09T12:32:00.000-08:00</published><updated>2010-06-10T19:37:37.499-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O mundo selvagem da república das cuecas.'/><title type='text'>O mundo selvagem da república das cuecas</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0);" &gt;Com quantas cuecas se faz uma fortuna?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essa é uma pergunta&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; que tenho me feito esses últimos dias nos quais fomos brindados pelas obscenas imagens de cuecas cheias no horário nobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Em outros tempos, haveria ao menos um aviso para que tirássemos as crianças da sala, ou um alerta para que pessoas idosas ou de coração fraco pudessem se preparar para as cenas chocantes que iriam assistir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;A voracidade com a qual alguns dos espécimes de políticos se atiravam sobre os maços de dinheiros me fez lembrar aqueles documentários do National Geographic sobre predadores. Aquele brilho no olhar, a euforia, ao vislumbrar o objeto do desejo, denunciava um misto de selvageria e excitação. Em sua ferocidade e urgência, vimos os políticos predadores atacarem os pacotes valiosos, que aos nossos olhos foram devorados, extirpados, dilacerados em vários pedaços dispostos em bolsos, meias, sacolas e claro, cuecas.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;As cenas nos deixaram ver ainda, a face franca de alguns dos representantes do povo. Para aquele que reclamavam que nunca haviam visto sinceridade nos olhos de um político, saibam que ali foi um momento singular de entrega, melhor dizendo, da entrega dos pacotes.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Devo admitir que tive asco em boa parte dessas cenas. Embrulha-me o estômago ver a patifaria configurada como cultura política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Se para eles, excita-lhes a corrupção, o enriquecimento ilícito à custa de verbas públicas, as manobras políticas para salvar a pele de corruptos contumazes, a nós, cidadãos, suas condutas causam-nos repugnância e indignação. Vivemos dias nauseantes! Sobretudo, quando assistimos a tramas urdidas para safar corruptos, que ao serem acuados, revidam: eu também sei radicalizar! Como que, anunciando-nos, que muitos outros devoradores de pacotes estão por ai, soltos e bem nutridos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Quantos séculos ainda serão necessários para que nossa mentalidade política se modifique de forma a não elegermos nem produzirmos mais políticos predadores do bem público?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Esse ano o Brasil fez 120 de república. Se o prazo é relativamente curto para a história, é longo para os danos sociais causados por gerações de parasitas. Uma república que desde o começo teve o arrivismo como prática. Lição exemplarmente aprendida e nunca esquecida em nossos gabinetes e assembléias. Uma cultura política cujos pilares mais duradouros têm sido a corrupção, o peculato e o nepotismo. Atitudes que orientaram máximas lastimáveis como o “rouba, mas faz”, ou o “país do jeitinho”, e “todo político é ladrão”, preceitos que somente corroboram com a passividade diante do que é considerado como inevitável, como se fosse da ordem da natureza, ou uma equivalência matemática, equiparar vida política e desonestidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Cada maço de dinheiro metido na meia ou na cueca, tem como resultado as dificuldades estruturais de nossas escolas, as fragilidades de uma saúde pública deficitária e a injusta distribuição de renda em nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;A conduta de nossos políticos, e a nossa própria postura política, não podem ser avaliada somente em termos de preceitos de uma moralidade duvidosa que naturaliza o que é roubo; o que é crime!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;É preciso que derrubemos a república subterrânea de roubalheira que se instalou sob nossas instituições públicas e governamentais, é preciso, principalmente, dizermos não à república das cuecas em nosso país&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#006600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413338493058232962" style="WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SyAKraevMoI/AAAAAAAAAXk/U_SxmJMyov0/s400/a_cueca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;b&gt;Chage retirda do blog O Anacoluto, no endereço:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://escritor.blog.uol.com.br/arch2005-07-01_2005-07-31.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;b&gt;http://escritor.blog.uol.com.br/arch2005-07-01_2005-07-31.html&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1530188552952490354?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1530188552952490354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1530188552952490354' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1530188552952490354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1530188552952490354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/12/o-mundo-selvagem-da-republica-das.html' title='O mundo selvagem da república das cuecas'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SyAKraevMoI/AAAAAAAAAXk/U_SxmJMyov0/s72-c/a_cueca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-7438845646664442144</id><published>2009-11-25T22:37:00.001-08:00</published><updated>2010-06-10T21:08:25.474-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ruban a fábula do último homem que o Google não comeu'/><title type='text'>Ruban, a fábula do último homem que o Google não comeu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Nesse exato momento, ao começar a ler o texto, é provável que você tenha feito uma pergunta: mas quem é Ruban?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Admito que assim, sem um sobrenome, ou mesmo uma profissão fica difícil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Se tivéssemos ao menos o sobrenome poderíamos correr para o grande oráculo da contemporaneidade e interrogá-lo, certamente ele nos daria algumas centenas ou milhares de possibilidades como resposta. Contudo, estou certa que mesmo assim, ele não se calará e nos encaminhará ao endereço mais próximo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Outra opção também seria varrer o Orkut, facebook, twiter... e tentar localizá-lo entre suas milhões de micro-celebridades – afinal, todo mundo tem sua pequena audiência garantida no espaço azul celeste desbotado. Quem sabe não veríamos o rosto de Ruban! Talvez, poderíamos dizer: "- Como está velho, coitado",  ou então, Uau!  Ruban casou com Paulo e virou Brenda!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Mas, não. Ruban não está lá. Talvez outro sim, mas não esse Ruban.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Este, do qual falo, homem sem sobrenome, sem rosto, sem nenhum outro vestígio aparente é o último homem que conseguiu esconder-se do Google, sumiu antes de ter sua alma capturada, e, a não ser por pequenos vestígios de sua existência no passado, não se pode saber dele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;É possível que você ou mesmo alguém próximo a si, o tenha conhecido, quem sabe até se emocionado quando o viu, ouviu...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Sim, Ruban cantava muito na época em que era comum apresentador de Tv atirar o bacalhau na cara da platéia. Não somente isso, produziu alguns artistas, bandas e discos de grande sucesso nos anos 80. Ficou nacionalmente conhecido por uma, ou duas músicas – admito que no auge dos meus treze anos as adorava, afinal qual menina não queria ser a cinderela cantada por Ruban? – Em uma de suas músicas havia um trecho que, ironicamente, dizia: “eu passo pelas ruas e ninguém me vê, eu olho nas vitrines tento te esquecer. Mas você está aqui, você está em qualquer lugar”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Muita gente dançou ao som de Ruban... Todavia, além da música nada mais você vai saber sobre ele, não há fotos antigas ou recentes, paradeiro ou sobrenome. Dele só restou a capa de um velho disco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Incrivelmente, nosso herói é um dos raros casos de apagamento midiático, sim, porque mesmo no ostracismo ao qual foram relegados muito ex-famosos, ainda podemos saber algo sobre o que estão fazendo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Será que ele pressentiu que um dia o espaço estelar seria tão disputado por bbbs, Melancias, Geyses, Latinos, Young nua na Playboy, Nane Venâncio na praia, Anas e Marias e tantos outros  cruz-Créus?! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Penso que nem mesmo nossa intrépida apresentadora Patrícia Poeta, há de encontrá-lo, mas nunca se sabe, afinal, em dias de pouca audiência toda cruzada vale à pena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;Apesar disso, Ruban, o último homem que desapareceu, vindo à mente entre minhas distantes lembranças dos anos 80, numa divertida conversa entre amigas, hoje me proporcionou um bom momento para que eu pensasse como está longe o tempo em que nos era dado a possibilidade de tornarmo-nos anônimos, ou simplesmente não sermos um link disponível na web. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt; Ps. Embora lembrasse a música, eu também não lembrava mais quem era Ruban, até ir ao grande oráculo e descobrir que ele também não sabia dele.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFCC;"&gt;para quem não lembra ou não conhece, aqui vai uma das músicas de maior sucesso de Ruban:&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#006600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sw4jDq3NnlI/AAAAAAAAAWU/HkLEi9rWcaI/s400/C_pia_de_CAPA.jpg" style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408298748470992466" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;Ruban em único vestígio na Web, ao menos segundo o Google.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;Vitrine&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); font-family:arial, sans-serif;font-size:11px;"&gt;Eu passo pelas ruas e ninguém me vê&lt;br /&gt;Eu olho nas vitrines, tento te esquecer&lt;br /&gt;Mas você está aqui&lt;br /&gt;Você está em qualquer lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal vermelho me faz esperar&lt;br /&gt;As luzes da cidade começam a brilhar&lt;br /&gt;Eu ligo o rádio, tento te esquecer&lt;br /&gt;E uma canção antiga me lembra você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo me parece tão deserto&lt;br /&gt;O mundo me parece tão deserto&lt;br /&gt;E eu vivo assim à toa, sem você por perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passo pelas ruas e ninguém me vê&lt;br /&gt;Eu olho nas vitrines, tento te esquecer&lt;br /&gt;Mas você está aqui&lt;br /&gt;Você está em qualquer lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal vermelho me faz esperar&lt;br /&gt;As luzes da cidade começam a brilhar&lt;br /&gt;Eu ligo o rádio, tento te esquecer&lt;br /&gt;E uma canção antiga me lembra você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo me parece tão deserto&lt;br /&gt;O mundo me parece tão deserto&lt;br /&gt;E eu vivo assim à toa, sem você por perto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-7438845646664442144?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/7438845646664442144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=7438845646664442144' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/7438845646664442144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/7438845646664442144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/11/onde-esta-ruban-ou-parabola-do-ultimo.html' title='Ruban, a fábula do último homem que o Google não comeu'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sw4jDq3NnlI/AAAAAAAAAWU/HkLEi9rWcaI/s72-c/C_pia_de_CAPA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1928492064220347233</id><published>2009-11-08T11:01:00.000-08:00</published><updated>2010-06-10T20:40:19.787-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='20 anos depois que o muro caiu: ilusão e perversidade. Esperança?'/><title type='text'>20 anos depois que o muro caiu...Ilusão e perversidade. Esperança?</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SvcV4E79LPI/AAAAAAAAAV0/4Wpas9VBVcY/s1600-h/300px-Bethlehem_Wall_Graffiti_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401810331196271858" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SvcV4E79LPI/AAAAAAAAAV0/4Wpas9VBVcY/s400/300px-Bethlehem_Wall_Graffiti_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;b&gt;Muro da Cisjordânia que começou a a ser construído em 2002&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="LINE-HEIGHT: 24px"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0); LINE-HEIGHT: 24pxfont-family:arial;color:#ffffcc;"  &gt;A principal imagem que tenho do dia 9 novembro de 1989 é a do jornal nacional com seus repórteres, quase abraçados aos alemães comemorando a queda do muro. Na conjuntura política mundial, aquele momento foi considerado um símbolo para o fim da guerra fria, ou da bipolarização do mundo em norte-sul, capitalismo-comunismo. Foi o momento máximo de apologia ao mundo globalizado, unido, reunido, ou como diria o grande intelectual Milton Santos, da globalização como fábula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="LINE-HEIGHT: 24px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:Georgia, serif;" &gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas, ao contrário da fábula, o que vimos se realizar desde então foi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;um mundo caracterizado por aquilo que Milton também definiu como globalização perversa, marcada pela exclusão cada vez mais severa de grupos humanos em várias partes do mundo, do domínio da técnica e do pelo poder dos meios de comunicação que ajudaram a fabricar a fábula de uma democracia global, conceito, há muito esvaziado de um sentido social e ético mais amplo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Mas, talvez o que 1989 possa nos fazer pensar é sobre quantos novos muros foram erguidos desde então. Ao invés de uma bipolarização, vivemos agora o mundo da pluripolarização, embora esse conceito possa parecer um tanto estranho, penso ser o que melhor define o fechamento das potências mais ricas em blocos econômicos sociais, cujo fim principal é proteger suas próprias riquezas diante de uma humanidade que se deteriora cada vez mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="2009, a"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;2009, a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; humanidade conseguiu atingir a um feito inédito: oficialmente, rompeu a barreira de 1 bilhão de pessoas que passam fome. Contudo, ao contrário de outras notícias, essa teve pouco destaque, afinal, quem vai se interessar por pessoas que estão morrendo de fome na África, na Ìndia, na América Latina... Quem quer saber? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;E por falar em muros, porque existe tanta complacência com Israel? Quantas nações se indignaram, quando em 2002, o país começou a erguer o muro da Cisjordânia para segregar palestinos em seus próprios territórios? Embora o Tribunal Internacional de Haia o tenha declarado ilegal em 2004, até agora não houve nenhuma pressão mais efetiva de outros países contra ele, tão pouco, contra o descumprimento legal feito por Israel que prevê o fim da construção do muro para o ano que vem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Contraditoriamente, 20 após o Muro de Berlim ter vindo ao chão, assistimos o aprofundamento do processo de “muralização” difundida aceleradamente em várias partes do mundo. A cada ano, países como EUA e os membros da Comunidade Européia gastam bilhões de dólares no patrulhamento de suas fronteiras para evitar que imigrantes pobres cruzem os territórios que, mesmo quando conseguem, enfrentam, outras e talvez mais cruéis barreiras ficando relegados a guetos quase constituídos em micro-universos de subdesenvolvimento nas grandes e ricas metrópoles. Exemplo disso pode ser constatado no caso das revoltas que explodiram nos subúrbios de Paris em 2005 mostrando o fracasso na integração de outros povos naquela sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Sejam de concretos, como é o caso de Israel e daqueles em torno das comunidades carentes no Rio de Janeiro, ou simbólico materiais, como as condições de vida miseráveis aos quais estão submetidos povos em várias partes do mundo, o que a queda do mundo deve nos fazer lembrar é, que passados 20 anos, a humanidade potencializou e sofisticou formas de segregação que agora parecem ter se tornado muito mais eficazes, na medida em que não se apresentam ou, ao menos, não são reconhecidas como espaços de segregação que passam a ser cada vez mais naturalizados e consentidos em nosso cotidiano&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1928492064220347233?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1928492064220347233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1928492064220347233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1928492064220347233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1928492064220347233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/11/20-anos-depois-que-o-muro-caiuilusao-e.html' title='20 anos depois que o muro caiu...Ilusão e perversidade. Esperança?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SvcV4E79LPI/AAAAAAAAAV0/4Wpas9VBVcY/s72-c/300px-Bethlehem_Wall_Graffiti_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-5542047789555466101</id><published>2009-10-30T16:29:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:46:15.596-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu sou fã da  Lídia Bronde'/><title type='text'>Eu sou fã da Lídia Brondi</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sut3PYnVV8I/AAAAAAAAAVs/3-R5vwhod4M/s1600-h/get.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398539684522842050" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sut3PYnVV8I/AAAAAAAAAVs/3-R5vwhod4M/s400/get.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Ontem foi aniversário da Lídia Brondi, com temor vi que muitos sites de “celebridades” lembraram disso, o que já demonstra que ela corre um sério risco de ser perseguida implacavelmente pelo fantástico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Se você tem mais de trinta deve lembrar dela. Na minha adolescência, quase toda menina queria ser Lídia. Em papéis que sempre lhe destacavam a inteligência, simplicidade e beleza, era sempre sucesso garantido nas novelas em que atuava. Mas o que Lídia teve de melhor foi frustrar o grande circo que se organizou na década de 90 em torno das celebridades fulgurantes, superficiais e sem talento com o qual fomos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;brindados desde então. Lídia não era uma celebridade. Era uma atriz, coisa que hoje em dia se tornou um mero detalhe no grande show de bobagens e canastrices oferecidos na barulhenta feira de horrores que se tornou a televisão brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Nos últimos anos as novelas e programas de televisão perderam a capacidade de sensibilizar e estimular a imaginação. Isso porque vem se especializando sistematicamente em produzir e explorar o grotesco, o chocante o trivial por apostar que é mais fácil vender futilidade e violência do que talento e criatividade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Lídia não precisou se submeter à devastação pública a qual, muitas atrizes e cantoras de sua geração aceitaram por acreditarem que é melhor estarem em evidência, mesmo de forma jocosa, do que serem esquecidas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Assim, assistimos suas vidas serem expostas e se tornarem espetáculos deprimentes. Fracassos amorosos, obsessões forever young no mundo malhação; as confissões públicas do mergulho nas drogas, as relações sexuais reveladas até os últimos detalhes na aposta de uma verdadeira &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;potência da decadência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;. Devem imaginar que ao se tornarem objetos de comentários, risos e espanto, possam fazer disso um lugar de destaque na próxima novela da oito, de fórmula exaustivamente repetida ( Taí o Sr. Manoel Carlos que não nos deixar mentir), ou lançarem mais um CD (difícil vai ser a concorrência com Lady Gaga, que nome mais medonho! que me desculpem os fãs, mas tinha que colocar ir pra fora)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Lidia nos poupou também de ir a programas de auditório reclamar de que passa fome, que sua casa foi destruída, que vende coco, que está disponível a qualquer papel, que ama a rede Globo, que está incrivelmente apaixonada pelo seu novo namorado, mais jovem 30 anos e que certamente é o seu verdadeiro príncipe encantado, que pode, finalmente, casar em setembro, dizer porque sua filha é lésbica ou, simplismente, relatar sua felicidade com sua 32a. cirurgia plástica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Ufa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Salve Lídia Brondi! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Lídia, está lá ( não me perguntem onde, isso também não me interessa) vivendo sua vida, longe de tudo isso, e mesmo sem nenhuma palavra traz dignidade a esse incandescente mundo das obviedades!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Ps. Cuidado Lídia, que Patrícia Poeta não nos escute, caso contrário irá realizar uma verdadeira cruzada em sua busca, para exigir-lhe explicações! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-5542047789555466101?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/5542047789555466101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=5542047789555466101' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5542047789555466101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5542047789555466101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/10/eu-sou-fa-da-lidia-brondi.html' title='Eu sou fã da Lídia Brondi'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sut3PYnVV8I/AAAAAAAAAVs/3-R5vwhod4M/s72-c/get.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-5109129257156810321</id><published>2009-10-08T10:23:00.001-07:00</published><updated>2009-11-26T10:24:26.702-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para onde vão as putas tristes de Garcia?'/><title type='text'>PARA ONDE VÃO AS PUTAS TRISTES DE GARCIA?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Ss4hTcPZ8jI/AAAAAAAAAT8/4oKqHaPooLc/s1600-h/gabriel_garcia_marquez_327605.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Ss4hTcPZ8jI/AAAAAAAAAT8/4oKqHaPooLc/s400/gabriel_garcia_marquez_327605.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390282421891101234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;ONG Coalizão Regional Contra o Tráfico de Mulheres e Meninas na América Latina e Caribe (CATW-LAC) acaba de anunciar que denunciará Gabriel Garcia Marques por apologia à prostituição e a pedofilia. Tal ação ocorre pela cessão dos direitos do livro “Memória de minhas putas tristes” para ser transformado em filme. Segundo a ONG, com essa atitude Garcia massifica “a mensagem e reivindica poeticamente como natural essa atividade [a prostituição], o que leva à normalização do fenômeno e o faz ser considerado lícito" (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;¹)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Parece que caminhamos a passos largos para a paranóia coletiva. Um momento em que a humanidade pretende purgar todos os seus pecados através da vigilância implacável sobre o presente que carrega o fardo de ter sido eleito como o tempo de todas as reparações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Nessa tarefa, toda e qualquer manifestação identificada fora dos padrões desse projeto deve ser reprimida implacavelmente. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Contraditoriamente, exatamente quando pensamos ter maior liberdade, deparamo-nos com um momento de vigilância jamais visto. Um controle ilimitado que nos alcança 24 horas do dia e nos segue todos os passos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt; “&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;O que você está fazendo agora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;?” Pergunta a última grande febre da internet. Enquanto nos esforçamos em respondê-la a cada hora, vamos submergindo como que em um delírio coletivo que nos arrasta para as profundezas da superficialidade; a tal ponto que sequer questionamos os reais efeitos dessa publicização em nossas vidas. Um mundo em que todos são “bem vindos” desde que estejam em seus lugares e seus guetos e que digam a que minoria, grupo, comunidade, gênero, etnia, classe ou partido pertencem. Um controle que asfixia a criatividade porque se funda a partir da interdição da palavra em uma hipocrisia conformativa que mascara a indiferença. Um mundo que continua de portas fechadas à miséria. “Da obrigação de conhecer uma única cultura (…) passa-se a absolutizar acriticamente as virtudes, só as virtudes, da minoria a que se pertence. Relativismo exacerbado da “ação afirmativa” obscurece os dilemas compartilhados com conjuntos mais amplos”(&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;²)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt; Mas é preciso punir Garcia! Grande incitador da pedofilia e prostituição, logo ele, que com seu “Cem anos de Solidão’ tanto nos fez pensar sobre a América Latina e também por seu amor por ela.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Ah! Mas quantos ainda precisamos castigar para que sirvam de exemplos para que a fábula do mundo politicamente correto possa se realizar! Se Garcia Marques vai ser denunciado por sua obra, teremos ainda um grande trabalho pela frente. Quem sabe, não possamos produzir um novo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;índex&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt; e animar umas novas fogueiras?! &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Façamos uma limpeza literária, há muito ainda por purgar! O problema é saber quantos de nós ainda tem paciência para ler mais de 140 caracteres. Dostoievski e seu Raskólnikov, Camus e o incomodo Mersualt, Vladimir Labokov e Lolita, serão bons objetos de expiação, entre tantos outros impossíveis de mencionar aqui. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt; Toda a sociedade ler o mundo de acordo com as questões postas em seu próprio tempo. No nosso, tempo caleidoscópio das tolerâncias inflexíveis, a obra literária também deve sentar-se no tribunal da história... Por mais incomodo, desconcertante ou constrangedor que possam parecer, esses autores, nos fazem pensar sobre o que somos. Os limites com os quais cada um de nós se depara ao ter contato com umas dessas obras é o que nos situa em relação a outras culturas, formas de comportamento, ou mesmo nos leva ao pensar sobre nos mesmos, sobre o que nos diferencia, aproxima ou afasta de situações que, embora nos sejam propostas em um caráter ficcional, estão carregadas das experiências próprias ao viver humano. Ao se criminalizar Garcia corrobora-se com uma postura de intolerância e, sobretudo, obscurantismo intelectual que tantas vezes já assistimos em outros momentos, embora, erga-se sob outros argumentos é da mesma vontade de calar que parte.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#009900;"&gt;Enquanto isso... seguem tristes as putas de Garcia, vejamos qual o veredicto que as acolherá no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;   &lt;hr align="left" width="33%"  style="text-align: justify;font-size:78%;"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u633037.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u633037.shtml&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Cancline, Néstor Garcia. Diferente, desiguais e desconectados. Rio de Janeiro. UFRJ. 2007&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-5109129257156810321?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/5109129257156810321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=5109129257156810321' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5109129257156810321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5109129257156810321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/10/para-onde-vao-as-putas-tristes-de.html' title='PARA ONDE VÃO AS PUTAS TRISTES DE GARCIA?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Ss4hTcPZ8jI/AAAAAAAAAT8/4oKqHaPooLc/s72-c/gabriel_garcia_marquez_327605.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1357784196114604562</id><published>2009-08-25T20:54:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:30:01.596-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Casa dos coronéis cangaceiros'/><title type='text'>A casa dos coronéis cangaceiros</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SpSzpqVzGEI/AAAAAAAAATM/hyCXF9fvbRY/s1600-h/duke_cangaceiro.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374117783681570882" style="WIDTH: 315px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SpSzpqVzGEI/AAAAAAAAATM/hyCXF9fvbRY/s400/duke_cangaceiro.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Imagen retirada do blog de Silveira Neto no endereço &lt;/span&gt;&lt;a href="http://silveiraneto.net/tag/duke/page/2/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;http://silveiraneto.net/tag/duke/page/2/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Conta Machado de Assis que certa feita um homem achou uma moeda de ouro e imediatamente tratou de realizar uma grande busca para devolvê-la ao seu dono, tornando-se célebre por tão notável e irreprimível gesto. Quis o destino, contudo, que este impoluto senhor se deparasse, em outra ocasição, com um saco recheado das ricas moedas, mas, desta vez, preferiu valer-se da prerrogativa do velho adágio popular: “achado não é roubado”. Desde então, ou, antes mesmo, seguem tranquilamente nossos sagazes representantes, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;devolvendo uma moeda ali, guardando embaixo do paletó um polpudo tesouro achado entre as verbas destinadas ao algum projeto social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Assim caminha a humanidade de nossos bons políticos. Subrepticiamente, seguem os ilibados senhores, entre um cafezinho servido por alguém contratado em ato secretíssimo, (aquele ... namorado da sobrinha da cunhada da antiga ama de leite do senador... ) ou viajando em jatinhos, comprados com o “meu dinheiro” ou, quem sabe, tomado de empréstimo de algum empreiteiro, amigo sincero, que pode até fazer o mino de dar-lhe &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;de presente um apartamento na área nobre de alguma grande capital.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas vejam vocês, os tempos difíceis que vivemos: na atual crise do nosso senado, parece que sequer uma moedinha será sacrificada. Casa essa que poderia muito bem ser chamada, “a casa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;dos coronéis cangaceiros” tantos são os patriarcas que ali vivem instalados há décadas, ou talvez uma casa de muitas tolerâncias, uma vez que lá, tolera-se tudo: atos secretos, salário para funcionário fazer intercâmbio na Espanha, mordomo pago com verba pública para trabalhar casa de madame... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Resta saber, se no enredo desenrolado nas últimas semanas, entre palavrões e conchavos, ao menos uma moeda será devolvida ou se veremos o sufocar de todas as consciências. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Ventilai as consciências, Senhores! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1357784196114604562?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1357784196114604562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1357784196114604562' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1357784196114604562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1357784196114604562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/08/casa-dos-coroneis-cangaceiros.html' title='A casa dos coronéis cangaceiros'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SpSzpqVzGEI/AAAAAAAAATM/hyCXF9fvbRY/s72-c/duke_cangaceiro.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-6596322998746929475</id><published>2009-06-29T23:15:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:48:48.116-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael e a antropafagia midiática'/><title type='text'>Micheal e a antropofagia midiática.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Skmt21EDS8I/AAAAAAAAATE/mGU9-9KgKwA/s1600-h/michael_jackson_album_cover_0_0008_Layer_9_full.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353000789575158722" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Skmt21EDS8I/AAAAAAAAATE/mGU9-9KgKwA/s400/michael_jackson_album_cover_0_0008_Layer_9_full.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Eu assisti ao lançamento do clip Thriller, como de milhões de outras pessoas pelo mundo – logo depois ganhei o discão de vinil. Ainda me lembro daquele cheirinho quando a gente tirava o disco do encarte, daquelas fotos enormes e maravilhosas que eu gostava de passar horas olhando enquanto escutava as músicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Micheal Jackson morreu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Pode parecer meio cruel, mas na verdade, para mim, aquele Micheal, que assiste quando criança, já havia morrido há muito tempo. Talvez para ele próprio, vai saber... mas não posso negar que quando cheguei em casa na quinta a noite depois de ter passado todo o dia sem qualquer contato com jornais, televisão ou internet tomei um baita susto - parece mentira que numa cidade como Rio de Janeiro, alguém possa passar um dia inteiro impune a isso, mas passei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Fiquei diante do computador por alguns minutos olhando a tela com a manchete. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Esse episódio me deu a oportunidade para pensar sobre como eu própria sou atingida por essa grande e, por vezes devastadora máquina chamada mídia. Para ele, certamente, muito mais violenta do que para qualquer outra pessoa hoje. Não que tenha apenas sido uma vítima em tudo isso, embora, nos últimos anos sua figura se assemelhasse muito mais a um títere, das antigas tragédias gregas, do que propriamente a um “pop star”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Lendo uma pequena parte das incontáveis narrativas que perscrutam os menores detalhes de sua existência, veio-me à mente o personagem Grenouille do escritor Alemão Patrick Süskind do livro O Perfume. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Grenouille, nascido no mais repulsivo dos lugares, um chão sujo, debaixo de uma banca de peixe, tinha o dom de extrair fragrância de qualquer matéria, porém, desgraçadamente, não exalava qualquer odor. Isso o tornava uma sombra, ao menos era assim que se sentia, dessa forma, queria de todas as maneiras ser outro. Descobrir o óleo essencial que o fizesse ser sempre amado, visto e festejado por todos. Ao seu redor uma sociedade tão digna de asco quanto o chão nojento onde havia nascido, procurava esconder seus odores fétidos através dos perfumes caros, para isso o adulavam. Grenouille era um sujeito doente, obcecado e solitário. Entretanto, mesmo em sua insanidade um dia compreendeu que nem mesmo a descoberta da perfeita fragrância lhe daria o que procurava, afinal, os perfumes são efêmeros; num último gesto Grenouille jogou sobre si, todo o conteúdo do precioso frasco que havia produzido e foi literalmente devorado em uma rua escura, suja e fria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Finalmente Micheal foi devorado, penso que há muito ele já havia virado uma estranha criatura, parte homem, parte mídia que perdeu dentro de si, os limites entre sua individualidade e a publicização bizarra, pitoresca e espetacular que se tornou a sua vida. De certa forma, tristemente, sua existência talvez possa ser lida como uma espécie de metáfora de nosso tempo. A violenta exploração da imagem, a perda dos últimos limites entre a vida privada e o espaço público, a indústria ensandecida das cirurgias plásticas, os padrões nazistas de beleza e as promessas da juventude eterna. Parecemos estar anestesiados ou entorpecidos pelas fragrâncias de um mundo que valoriza cada vez o supérfluo, a aparência e a irreflexão do consumo; uma antropofagia irracional, indigesta que vem nos mergulhando em um processo predatório do próprio sentido de humanidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#ffffcc;"&gt;Estivesse Kafka vivo talvez seu personagem mais famoso a se metamorfosear fosse outro. Ao invés de contar a história do homem que virou inseto, contaria a surpreendente história do homem que virou notícia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-6596322998746929475?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/6596322998746929475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=6596322998746929475' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6596322998746929475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6596322998746929475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/06/micheal-incrivel-historia-do-homem-que.html' title='Micheal e a antropofagia midiática.'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Skmt21EDS8I/AAAAAAAAATE/mGU9-9KgKwA/s72-c/michael_jackson_album_cover_0_0008_Layer_9_full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1963071910288078995</id><published>2009-04-30T17:24:00.000-07:00</published><updated>2009-11-26T10:26:01.229-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A ditadura embrulhada: o deslize do ditadurista Élio Gáspari'/><title type='text'>A Ditadura Embrulhada: o deslize do "ditadurista"  Élio Gaspari</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SfpJtcJ3CNI/AAAAAAAAARg/rONANLRbi0o/s1600-h/20080619202831_129_large.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 270px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SfpJtcJ3CNI/AAAAAAAAARg/rONANLRbi0o/s400/20080619202831_129_large.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330654153946892498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Dulce Maria: ex-militante do VPR, atualmente ambientalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Nos últimos anos, o jornalista Élio Gaspari tornou referência sobre a temática da ditadura no Brasil. Devido a sua obra de fôlego, dividida em 4 volumes, na qual o autor pretende fazer um balanço “geral, total e completo” sobre o período do regime militar no Brasil. Polêmica por vários aspectos, desde a visão do autor sobre o evento, bem como, o acesso e tratamento do material, muito do qual, está em propriedade do jornalista, o fato é que a obra se inseriu nos últimos anos como referência na discussão do tema. Mas não é dela que gostaria de falar aqui. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Gaspari, colunista da Folha de São Paulo, &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;na urgência de criticar os movimentos de resistência ao golpe, aos quais define como terroristas, ao lado de integrantes de grupos de extrema direita que realizavam caça aos comunistas em nos anos 70 e 80,  incluiu Dulce Maria, ex-militante da VPR, entre os membros que explodiram uma bomba no consulado dos estados unidos em 1968, ação que ocasionou a amputação da perna de um jovem que passava pela rua no momento, embora a militante não estive presente no evento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;No dia seguinte, a Folha lançou uma breve nota no erramos, corrigindo a matéria e o próprio Gaspari lançou uma artigo com o mesmo tema, só que dessa vez ironizando o ocorrido, atribuindo o erro à mudança de sua fonte, Sergio Ferro, outro integrante dos movimentos a época, Gaspari se contentou em afirmar “&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Passados 37 anos, Ferro julgou oportuno corrigir o testemunho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O Resultado é que o Juiz &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Fausto José Martins Seabra na sentença, não considerou que tal retratação fosse suficiente&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;e sentenciou a Folha em primeira instância a pagar 18 mil reais à Dulce Maria, nas palavras do Juiz:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Impossível supor que todos os leitores da notícia inexata tenham também lido as erratas e os pedidos de desculpas do articulista. Além disso, “a publicação equivocada, por si só, dá margem à indenização. Eventual retificação a posteriori não faz desaparecer o ato ilícito praticado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;””.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;(…)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;No caso em foco não se pode esquecer que a notícia inexata foi produzida por jornalista bastante respeitado por substancial obra em quatro volumes sobre a história recente do país, o que lhe impunha maior responsabilidade na divulgação de informações sobre aquele período&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Interessante observar também, o comementário de um dos advogados de Dulce Maria ao ser referir à sentença:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;Note que não passou em branco a notícia de que foi o Elio Gaspari o autor da mentira, a suposta autoridade em ditadura. Acho que eles recorrerão. E então aguardaremos por longo período. De todo modo, é um primeiro bom indicador que temos, ao ganharmos em primeiro grau. Exemplo pedagógico para a Folha de São Paulo e para o “ditadurista” Gaspari&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Mais um episódio que serve pra trazer a tona, tanto a visão da Folha de São Paulo sobre o evento, bem como sua atuação na produção matérias tendenciosas sobre o tema, embora, o jornal se defina como "plural, apartidário e democrático" os últimos meses serviram para colocar em xeque a própria construção do veículo de uma memória ligada aos grande movimentos democráticos nos anos 80 como as diretas, para demonstrar o outro lado de sua participação na história recente do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 102, 0); font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Parte dos dados referentes ao processo de Dulce Maria  foi extraída do blog do Júnior Veras: &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;a href="http://blig.ig.com.br/juniorveras/2009/04/30/especialista-em-ditadura-gaspari-da-informacao-errada-e-folha-e-condenada-pela-justica/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;http://blig.ig.com.br/juniorveras/2009/04/30/especialista-em-ditadura-gaspari-da-informacao-errada-e-folha-e-condenada-pela-justica/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1963071910288078995?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1963071910288078995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1963071910288078995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1963071910288078995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1963071910288078995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/04/ditadura-embrulha-o-deslize-do.html' title='A Ditadura Embrulhada: o deslize do &quot;ditadurista&quot;  Élio Gaspari'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SfpJtcJ3CNI/AAAAAAAAARg/rONANLRbi0o/s72-c/20080619202831_129_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-357426153116452848</id><published>2009-04-01T19:46:00.000-07:00</published><updated>2009-11-26T10:26:20.254-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Por uma História Humana'/><title type='text'>Por uma história Humana</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Esse texto foi escrito como agredecimento à turma História-URCA 2005.1 que, carinhosamente, homenageou-me em sua colação. Agradeço-os de coração. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Por uma história humana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Sônia Meneses&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;text-indent: 54pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; A história sempre me emocionou e despertou em mim todas as sensações, que nós podemos sentir: indignação, raiva, tristeza, prazer, alegria, amor. Além de todos os espaços nos quais a história se desenrola – dos bancos das praças aos campos de batalha – penso que é dentro de nós que ela ganha as cores mais vivas, principalmente quando somos capazes de olhar para nosso tempo e pensar outros com sensibilidade e humanidade; afinal, tentamos falar de homens e mulheres que um dia viveram como nós.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Mas talvez, há que se perguntar: o que é ser historiador em nossos dias? Qual o nosso papel social? Ao longo dos quatro anos que passamos na universidade tornamo-nos aptos a falar em eventos, conceitos, sistemas políticos, culturas, sociedades, enfim, tornamo-nos especialistas em história. Mas poucas vezes essa pergunta talvez realmente se apresente com franqueza a nós. O que é ser historiador? Não posso crer, sermos apenas especialistas sobre o passado, ou profissionais habilitados a aprisionar o tempo em nossas narrativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Hoje, não poderia deixar de citar um autor que creio, todos vocês conhecem. Foi com ele que começamos nos primeiros dias a nossa disciplina de introdução e penso ser uma boa lembrança nesse momento em que vocês concluem essa etapa. Marc Bloch, pouco antes de morrer, ao escrever na prisão as anotações que se tornaram o clássico livro, Apologia à História ou ofício do historiador, perguntava-se, caso ele, historiador, poderia realmente ter compreendido o significado de uma guerra, de uma derrota ou de uma vitória, se o homem, cidadão francês e pai – não estivesse vivendo aquele momento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Quando li esse livro ainda na graduação, não pude deixar de tentar imaginar seu autor sozinho em uma cela fria, perdido entre pensamentos e papéis avulsos. Perguntava-me porque um homem em seus últimos dias de vida se dedicava a pensar sobre a história. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Hoje, sei que Bloch estava falando também de si, de suas experiências, de seu tempo, mas tentava falar para nós, como que a escrever cartas para o futuro, não por acaso começa seu livro pela pergunta do filho a questionar: o que é história? Talvez quisesse nos dizer ainda, que para sermos historiadores não podemos perder a dimensão de humanidade do nosso próprio ofício. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Suas palavras sempre me inspiraram a pensar em uma história que desperte emoções, que possa incomodar; causar embaraços; uma história que não seja somente a descrição apaziguada do tempo, ou que naturalize pessoas e acontecimentos como meros objetos de nossas pesquisas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Desejo que hoje, vocês saiam daqui, menos especialistas e mais humanos com o que aprenderem e viveram nas salas de aula, nos corredores, nas amizades, nos namoros dos intervalos, nas cansativas viagens de ônibus.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Não façamos uma história desbotada. Levemos para o nosso ofício a mesma emoção das relações que aqui desenvolvemos pois é disso que ele precisa: das cores vivas que cada um de nós carrega. Das alegrias, surpresas, ideais, sonhos e até das tristezas, porque essas também nos humanizam. Da força de superação que vi em muitos de vocês para continuar o curso, da disposição de alguns de voltar e enfrentar novamente a sala de aula, quando a vida já os havia feito professores há muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Precisamos de uma história que comova, que faça palpitar o coração, tal qual os enamorados na descoberta da primeira paixão; que faça com que os futuros alunos se mexam em suas cadeiras com o que possam ouvir, que se sintam também desafiados a falar, pensar e produzir, que possamos despertar neles a ânsia de mudança e, sobretudo, &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;a esperança, uma história, enfim, que não tenha vergonha do seu quinhão poesia e imaginação. Uma história humana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Gostaria de agradecer a todos vocês o carinho que sempre tiveram comigo. Estejam certos que a recíproca é verdadeira. Lamento não poder estar nesse momento com você, mas tenho certeza que a história ainda irá cruzar nossos caminhos muitas outras vezes. Um forte abraço a todo e muito sucesso!&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 54pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; Sônia.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: right;text-indent: 54pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Niterói, 30 de março de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-357426153116452848?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/357426153116452848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=357426153116452848' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/357426153116452848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/357426153116452848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/04/por-uma-historia-humana.html' title='Por uma história Humana'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-7777736343691716836</id><published>2009-03-01T13:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:26:38.738-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quem quer ser um leitor?'/><title type='text'>Quem quer ser um Leitor?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sar6Oe-t9OI/AAAAAAAAAQQ/Q_JlSH9IBxs/s1600-h/thereader_04.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sar6Oe-t9OI/AAAAAAAAAQQ/Q_JlSH9IBxs/s400/thereader_04.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308330237550785762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Acabei de assisti a dois filmes que estiveram entre os ganhadores do Oscar desse ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O Leitor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;” e “&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Quem quer ser um milionário?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;”. O que mais me chamou atenção neles é que, de maneiras diferentes, ambos trazem a questão da memória como elemento importante de suas narrativas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O Leitor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; apresenta, sob uma ótica bastante inabitual, a temática do holocausto rompendo com o olhar maniqueísta sobre a questão e complexificando o papel desempenhado por alguns membros da polícia nazista. Tem a ousadia de nos emocionar ao revelar-nos a história de uma mulher mais velha e seu jovem amante numa Alemanha arrasada do pós-guerra, mais do que isso, toca na ferida aberta sobre a participação do cidadão comum alemão nas ações desencadeadas nos anos de guerra. É possível mesmo que a população alemã não soubesse o que se passava nos campo de concentração? É a questão posta em uma das cenas. A memória a todo o momento é acionada, seja a partir do olhar retrospectivo do homem atormentado pelo seu passado, seja pelo que representa a imagem de Hanna Schmitz para a memória do próprio povo alemão. Para além da relação da relação entre o homem e a mulher, há ainda outra tão bela e importante no filme: a paixão pela leitura e é nela que talvez Hanna, encontre sua única absolvição possível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sar6ZBXQmbI/AAAAAAAAAQY/Z-pnmrEU-7E/s400/04_MHG_cult_slumdog02.jpg" style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308330418579216818" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Por sua vez,&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; Quem quer ser um milionário?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; partilha com &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O Leitor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; de um cotidiano dramático, embora, bastante distantes no tempo e no espaço. Nele, deparamo-nos com uma Índia contemporânea arrasada pela miséria espalhadas pelas inúmeras favelas que compõem seus principais centros urbanos.  Um país cujas desigualdades e problemas sociais poderiam nos parecer surpreendentes se não tivessem tantas semelhanças com os nossos, embora, possamos dizer que seus fracassos sociais sejam ainda mais violentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Muito distante da Índia folclórica apresentada na novela global, o filme investe na crueza das cenas e na história de um amor situado nos abismos da miséria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;“Milinário vira-lata”, título original traduzido ao pé da letra, nos trás também o universos dos programas de Tv nos quais os participantes buscam a sorte em jogos de pergunta e reposta, tão populares nas redes de televisão em várias partes do mundo; a quimera para uma população que enxerga no palco incandescente a única saída de deixar para trás o fardo da realidade que sempre os dominou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Num país de analfabetos, “como pode então um favelado ter sucesso onde médicos, advogados e professores fracassaram” é uma das perguntas colocadas a Jamal, o jovem favelado de dezoito anos, candidato a milionário, talvez pudesse se perguntar também: quem quer, ou pode ser um leitor?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Jamal &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;trás o trunfo de suas experiências; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;carregava em si, seus próprios lugares de memória marcados pelos momentos dramáticos com os quais se deparou ao longo da sua vida. Nesse caso, fica patente as dificuldades de uma educação formal naquela realidade.   Embora repita as batidas fórmulas: o rapaz pobre que enfrenta o mundo para alcançar a mulher amada, o filme chama a atenção por investir na apresentação chocante da vida nas favelas de Bombai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O que gostaira de destaca  é que nos dois filmes é a memória a costurar as teias de significados que dão sentido àquelas vidas. Suas dores, frustrações, alegrias e angústias pessoais embaralham-se com as de outros indivíduos compondo o amalgama das lembranças que servem como norteadores para suas relações no presente e é nele que o passado é a todo momento acionado ajudando em sua própria construção. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-7777736343691716836?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/7777736343691716836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=7777736343691716836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/7777736343691716836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/7777736343691716836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/03/quem-quer-ser-um-leitor.html' title='Quem quer ser um Leitor?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/Sar6Oe-t9OI/AAAAAAAAAQQ/Q_JlSH9IBxs/s72-c/thereader_04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-2436793039211968701</id><published>2009-02-18T17:05:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:27:01.400-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Imbróglios da notícia e a agonia por perplexidade.'/><title type='text'>Os Imbróglios da notícia e a agonia por perplexidade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SZyylekGLKI/AAAAAAAAAPo/x0itKc-zVck/s1600-h/10100872~Young-Woman-with-Short-Dark-Hair-Wearing-a-Stripy-Mini-Dress-Adjusts-Her-Television-Set-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SZyylekGLKI/AAAAAAAAAPo/x0itKc-zVck/s400/10100872~Young-Woman-with-Short-Dark-Hair-Wearing-a-Stripy-Mini-Dress-Adjusts-Her-Television-Set-Posters.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304310818064968866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0); font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando."  Clarice Lispector - A Hora da Estrela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;Há uma semana, assistimos perplexos as reviravoltas da história de uma brasileira na suíça que, “supostamente”, teria sido atacada por skinheads.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Hoje, dia 18, os meios de comunicação informam sobre seu provável indiciamento por ter inventado a história. Não me interessa aqui discutir se a brasileira é ou não culpada, mas esse evento me chamou atenção para outra questão: a forma como as notícias são, atualmente, despejadas de forma irrefletida em nosso cotidiano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A pressa em comunicar, antes de todos, o fato novo, extraordinário, chocante ou jocoso, transformou parte dos meios de comunicação em verdadeiras fábricas de acontecimentos, elaborados quase em cadeia de produção tentando alimentar uma sede predatória por audiência. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Vou lembrar aqui somente dois exemplos, que por sorte não tiveram grande repercussão ou efeitos, o que no caso de uma informação, seja ela verdadeira ou não, pode ter a força devastadora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;No dia 20 de maio de &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="2008, a" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;2008, a&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; Globonews noticiou ao vivo a queda de um avião da empresa Pantanal, imagens do local foram posta no ar, matéria que quase instantaneamente foi reproduzida pelo Jornal Folha de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1162614912377953917#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;.&lt;/span&gt; Em poucos minutos a notícia foi desmentida pela empresa aérea e ficou constado que o “acidente aéreo”, era na verdade, &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;um incêndio em uma fábrica de colchões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O outro exemplo, cômico se não se desse em uma situação trágica, ocorreu na época do acidente nas obras do metrô de São Paulo, quando várias emissoras de Tv, consultaram um importante engenheiro do exército sobre as causas que levaram à abertura da imensa cratera no centro da cidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Rede Globo, Bandeirante e Record, foram algumas que deram espaço ao profissional. O exército, desconhecendo tão “renomado” engenheiro em seus quadros, reclamou sua identificação às emissoras, o que levou a descoberta que o engenheiro, nada mais era do que um rapaz com problemas mentais, que se fazia passar comumente por vários profissionais: cabeleireiro, médico... engenheiro. Constatação constrangedora que na época somente a Tv Bandeirantes teve coragem de admitir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Na ultima quarta feira, dia 11 quando eu liguei a Tv, para assistir ao do Jornal Nacional, a apresentadora Fátima Bernardes, fazia as chamadas das manchetes daquela noite tendo como abertura justamente aquela que se referia ao caso da brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Barbárie! Jovem brasileira grávida de gêmeos é atacada por skinheads na Suíça e perde os bebês”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, uma semana depois, ao assistir ao mesmo jornal, a manchete já não abria o jornal e era bem mais contida: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;“Brasileira é indiciada na Suíça por suspeitas de inventar gravidez e agressões” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Agora, “supostamente” ela “teria” sido ataca por skinheads e provavelmente não "estaria"  grávida no momento da "hipotética" agressão. A imprensa suíça informa que ela “teria” dado um depoimento no qual “assumiria” ter mentindo em sua primeira versão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;No caso, o que menos importa aqui para nossa análise é saber se o evento ocorreu ou não, tal como narrado pela brasileira, afinal, qualquer pessoa pode contar uma história surpreendente, constrangedora, &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; que pode ou não, se considerada verdadeira, qualquer um pode relatar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; algo que ocorreu a si ou a outrem. O que poderia se esperar, no entanto, é que a os meios de comunicação estivessem, como estão, preparados para essas possibilidades. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Entretanto, o canto da sereia do furo jornalístico que irá alimentar durante longos e lucrativos dias a audiência e a venda de jornais, muitas vezes acaba por deixar em segundo plano a prudência e a reflexão sobre o que se informa. A ânsia por apresentar a “miséria” a “barbárie” o “inacreditável” parece comandar o agenciamento das notícias na contemporaneidade. Dessa maneira, não posso de deixar de citar José Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1162614912377953917#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:54.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;“Ontem era Binladen e o Afeganistão, a Bósnia e o Kosovo. Os massacres em Ruanda e no Burundi. O processo de paz de Angola. A subida eleitora de extrema-direita européia (...) da catástrofe aérea ao ciclone, do atentado ao acidente rodoviário, do fait-divers ao crime de guerra, nos êcrãs televisivos uma desgraça segue-se a outra. E a explicação do mundo reduz-se cada vez mais a uma volta ao mundo do sofrimento”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Pulamos de notícia em notícia sem sabermos nunca o desenlace do último grande e extraordinário escândalo. Calheiros, Valérios, Nardones, Vasconcelos, Obamas e Osamas, saltam aos nossos olhos sem que nunca saibamos para onde vão, verdade que foi-se o tempo em que o receptor era visto como mero receptáculo da massa informativa, todavia, não se pode deixar de considerar que sofremos cada vez mais de uma doença: agonizamos por perplexidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Niterói, 18-02-2009. Sônia Meneses&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1162614912377953917#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 238);  text-decoration: underline;font-family:'Times New Roman';"&gt;____________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 238);  text-decoration: underline;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u403859.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;http: //www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u403859.shtml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ribeiro, José. Os acontecimentos como actos de palavras. Sevilha. Revista científica de Información y Comunicación. Número 3, (2006).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-2436793039211968701?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/2436793039211968701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=2436793039211968701' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2436793039211968701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2436793039211968701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/02/os-imbroglios-da-noticia-e-agonia-por.html' title='Os Imbróglios da notícia e a agonia por perplexidade.'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SZyylekGLKI/AAAAAAAAAPo/x0itKc-zVck/s72-c/10100872~Young-Woman-with-Short-Dark-Hair-Wearing-a-Stripy-Mini-Dress-Adjusts-Her-Television-Set-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1170491370265703155</id><published>2009-02-09T05:56:00.000-08:00</published><updated>2010-06-10T19:52:38.731-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nós também temos nossos Guetos'/><title type='text'>Nós também temos nossos Guetos</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SZBIVzFvjiI/AAAAAAAAAPY/D3d0wCBLjZ8/s1600-h/Favela+dona+Marta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300816300743822882" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SZBIVzFvjiI/AAAAAAAAAPY/D3d0wCBLjZ8/s400/Favela+dona+Marta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;(Morro Dona Marta- Rj)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0);" &gt;O problema do crescimento das favelas no Rio de Janeiro já é um velho conhecido das manchetes dos jornais, matéria prima abundante para a produção de notícias, embora, boa parte delas se dedique em difundir as cenas de violência cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0);" &gt;No final do ano passado, houve a pacificação do Morro da Dona Marta, tornando-se o verdadeiro laboratório das ações de segurança pública do estado. Mas uma decisão tem passado “quase despercebida” nas manchetes dos jornais cariocas. Desde o começo de janeiro, está sendo construindo um muro em torno da favela, que terá 3 mestros de altura e 643 de comprimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0);" &gt;Segundo o argumento do governo do estado “um muro de contenção” para evitar seu crescimento e a destruição da mata atlântica pela ocupação irregular e a proposta é erguer mais fortalezas de contenção em tornos de outras comunidades que se situam na zona sul da cidade. Estima-se que o gasto com cada um desses muros seja da ordem de 1 milhão de reais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0);" &gt;O muro, claramente representa o fracasso da gestão urbana que na falta de conseguir organizar um projeto de integração das comunidades carentes à cidade, opta por segregá-las em seus próprios espaços de carência. O déficit de moradia é de 1,5 milhões somente na cidade do Rio de Janeiro, isso significa que se o objetivo é conter a construção irregular, a intenção ja começa à sombra um problema latente que é a necessidade de moradia da população. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;A expressão “cidade repartida” para se referir a separação da cidade entre a população do asfalto e a do morro alcança agora uma fase literalmente de concreto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1170491370265703155?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1170491370265703155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1170491370265703155' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1170491370265703155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1170491370265703155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/02/nos-tambem-temos-nossos-guetos.html' title='Nós também temos nossos Guetos'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SZBIVzFvjiI/AAAAAAAAAPY/D3d0wCBLjZ8/s72-c/Favela+dona+Marta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-8183103050867283007</id><published>2009-02-03T05:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:27:35.489-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mude o Canal...'/><title type='text'>Mude o Canal...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYiCZ9-BERI/AAAAAAAAAO4/0S5ToCC-qzc/s1600-h/freakshow+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298628344244408594" style="WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYiCZ9-BERI/AAAAAAAAAO4/0S5ToCC-qzc/s400/freakshow+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;OU mil maneiras divertidas de humilhar o ser humano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Outro dia, eu estava passando pela praça XV, aqui &lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;no Rio de Janeiro, quando fui surpreendia pela figura daquele jornalista que faz as reportagens para o programa nada “reality” da Rede Globo. De longe eu observava algumas pessoas fugiam dele com medo de serem abordadas... &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;E eu, claro, procurei, imediatamente, o lado oposto de onde ele estava. Foi bastante preocupante me imaginar dando uma opinião sobre quem devia ficar na “casa mais vigiada do país”: se a Pri, o Leo, Nono, Naná, o Gu, a Fá? ...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Isso me fez pensar: Por que ainda existe esse programa depois de quase 10 anos¹?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;O primeiro motivo que posso supor  é o fato de ser muito lucrativo. Na atual versão, todos os produtos que o envolvem já foram vendidos e o lucro já é da casa dos 110 milhões, mesmo que audiência já não se mantenha&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;com a mesma força.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;O segundo e para mim, e&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;o mais convincente, é que houve uma deteriorização crescente na programação dos canais de televisão aberta nas últimas décadas. Não se pode negar que programas que exploram a violência, o grotesco e que estimulam às pessoas a atitudes jocosas na frente das câmeras se tornou a grande cartada a partir dos anos 90. Programas cujo único fim é o de manter, custe o que custar, os melhores números ou os números possíveis do Ibop.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Em um mundo cada vez mais dominando pela proliferação em larga escala da informação e da indústria do lazer e do entreterimento, evento aprofundado quando a internet passou a rivalizar com as transmissões televisivas, explorar e criar situações nas quais não haja constrangimento possível e nehum limite de exposição pública se tornou saída para atrair audiência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Temos o nosso próprio freak-show contemporâneo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Tal qual acontecia nos espetáculos bizarros em fins do século XIX e início do século XX, quando pessoas eram presas em jaulas para serem observadas por suas deformidades físicas, criamos nosso próprio show de excentricidades cotidianas. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Mas em nossa época, auto-intitulada de “politicamente correta”, também nos satisfazemos com o culto à ridicularização pública. Estimulamos de bom grado a observação de pessoas presas em jaulas vidro dentro de shoppings, macaqueando para conseguir entrar em uma nova jaula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Mas se você não estiver satisfeito, poderá assistir também a esposa ou o namorado de alguém se submetendo ao polígrafo para testa a sinceridade, ou ainda, o flagrante forjado da prisão de algum criminoso ao vivo; há ainda, no café da manhã, a repetição inédita e ilimitada da história de uma criança jogada pela janela. Contudo, caso você se encontre naqueles dias de tédio profundo, certamente, poderá encontrar o apresentador que lhe dirá em rápidas frases, extraídas de último e fundamental  livro de auto-ajuda, vendido em uma livraria perto de você, o segredo para ser feliz. Não acredita?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Mude o canal!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298627360146984642" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYiBgr66DsI/AAAAAAAAAOw/2xO-PJbl9dI/s400/lastamfreakshow460.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list"&gt;&lt;hr align="left" width="33%" size="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;1. o contrato fechado com a Endemol, empresa criadora do formato, prevê 10 anos, então, ao menos em 2010, ainda teremos outras “Pris e Patys e Leos”)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-8183103050867283007?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/8183103050867283007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=8183103050867283007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8183103050867283007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8183103050867283007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/02/mude-o-canal-ou.html' title='Mude o Canal...'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYiCZ9-BERI/AAAAAAAAAO4/0S5ToCC-qzc/s72-c/freakshow+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-9165716113369131028</id><published>2009-01-28T16:59:00.000-08:00</published><updated>2010-06-10T19:44:57.232-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu sou a Beira do Mundo'/><title type='text'>"Eu sou a Beira do Mundo!"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYEC8FXG4NI/AAAAAAAAAOA/qQxoQZhgYX0/s1600-h/Jardim+Gramacho+7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296517868018917586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 397px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYEC8FXG4NI/AAAAAAAAAOA/qQxoQZhgYX0/s400/Jardim+Gramacho+7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;(Foto de Marcos Prado: Livro - Jardim Gramacho)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Só recentemente assisti ao polêmico documentário de Marcos Prado lançado em 2004&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt;, que ao narrar o cotidiano dos catadores de lixo do aterro do Gramacho, no Rio de Janeiro, depara-se com a desconcertante Estamira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamira, mulher goiana, moradora da periferia carioca, prostituída na adolescência, espancada pelo marido, mãe solitária, vítima de estupro, catadora de lixo. Por muitos, considerada louca e feiticeira, grita em pleno aterro do Gramacho: “- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;eu sou a beira do mundo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;!”. Como que num lampejo, parece enxergar o tempo e lugar nos quais, muitos ficaram depositados. Como diz ela própria, o lugar dos “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;restos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, ou dos “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;descuidos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”; o abismo do mundo conectado. Estamira, assim como os demais freqüentadores e por vezes moradores do Gramacho são ao mesmo tempo, no dizer de Cancline, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;diferentes, desiguais e desconectados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, entretanto, talvez mais uma categoria ainda os acolha: esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296517867449372610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 398px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYEC8DPUT8I/AAAAAAAAAN4/3JuiBZNQ2es/s400/Jardim+Gramacho+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;(Foto de Marcos Prato: Livro - Jardim Gramacho)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;O aterro do Gramacho representa ainda uma face muito clara do processo de globalização desigual no qual nos encontramos: a confrontação com os excessos de uma corrida desastrosa do consumo, cujos efeitos ambientais e sociais, ainda não parecem suficientemente preocupantes para nossas sociedades. Um momento que se caracteriza por uma hipertrofia do desejo e da insatisfação, cotidianamente, animados pelo furor da publicidade, que parece nos estimular um “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;pendor contemporâneo para ilusão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, (…) “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;um mundo sem dúvida vistoso, mas não bonito; intenso, mas não agradável; potencializado por novas energias e recursos; mas cada vez mais carente de laços afetivos e de coesão social&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, chama-nos atenção Sevcenko (2006; A Corrida para o século XXI: 81, 83). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Um sistema global em termos de mercados financeiros desregulamentados, cujo fluxo de moedas é grande o suficiente desestabilizar economias médias, ou chamadas de emergentes, um sistema que, além disso, coloca em cena uma economia mundial do conhecimento e da informação jamais imaginada. Como nos adverte Stuart Hall (2006; Da Diápora:56) um sistema que continua sendo “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;de desigualdades e instabilidades cada vez mais profundas, sobre o qual, nenhuma potência (…) possui controle absoluto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;____________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;¹&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(“mulher de 63 anos que sofre de distúrbios metais e vive e trabalha há mais de 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho (…) que recebe diariamente mais de oito mil toneladas de lixo produzido no Rio de Janeiro. Com um discurso eloqüente, filosófico e poético, a personagem central do documentário levanta questões de interesse global como o destino do lixo produzido pelos habitantes da metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade insuportável de ser vivida” (Fonte: site do filme no end. h&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estamira.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;&lt;em&gt;ttp://www.estamira.com.br/&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-9165716113369131028?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/9165716113369131028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=9165716113369131028' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/9165716113369131028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/9165716113369131028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/01/eu-sou-beira-do-mundo.html' title='&quot;Eu sou a Beira do Mundo!&quot;'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SYEC8FXG4NI/AAAAAAAAAOA/qQxoQZhgYX0/s72-c/Jardim+Gramacho+7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-675427477124017695</id><published>2009-01-21T12:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:28:53.931-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Índia made in Globo'/><title type='text'>Índia made in Globo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SXeAObVxNzI/AAAAAAAAAMI/evN_sVXnJ94/s1600-h/indias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293840872342894386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SXeAObVxNzI/AAAAAAAAAMI/evN_sVXnJ94/s400/indias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Quando as chamadas da nova novela da rede globo começaram - “Caminho das Índias” - tive a sensação de que, a qualquer momento, Jade, a lendária, chorosa e inverossímil mocinha do Clone, moradora da ponte aérea Morrocos-Rio  ia saltar aos nossos olhos a qualquer momento gritando “Inshalá!”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Bom, em seu lugar enviaram-nos a não menos adocicada e, provavelmente, também chorosa Maya.&lt;br /&gt;Sempre que a autora Glória Perez resolve navegar por algum país, para fazer dele um subúrbio carioca, tenho a sensação de que será servida uma boa salada fast-food made in Globo: muito colorida, vistosa, mas totalmente sem gosto. Mas, afinal, o importante é o “divertir a mente”. Nessa missão então vale tudo, até mesmo colocar no grande caldeirão global, complexas tradições milenares vistas e narradas com os olhos ocidentais. Representações vendidas com a linguagem de um bom guia de viagem. É provável que as “Índias”, que aportamos mais de 500 anos depois das chamadas grandes navegações, seja novamente apresentada entre um misto de exotismo, espanto e mistério, é sempre a visão generalizante e pitoresca que prevelece do Outro. Mas como as novelas da Sra. Gloria Perez, costumam realizar feitos surpreendentes, mais espantosos que os próprios lugares que narra, não iremos estranhar se nos tornarmos familiarizados com a mistura de dança moderna indiana com o carnaval brasileiro, ou mesmo se descobrirmos que a Índia está logo ali, através da ponte aérea Rajastão-Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inshalá!, digo, Namastê!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-675427477124017695?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/675427477124017695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=675427477124017695' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/675427477124017695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/675427477124017695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/01/ndia-made-in-globo.html' title='Índia made in Globo'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SXeAObVxNzI/AAAAAAAAAMI/evN_sVXnJ94/s72-c/indias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-8516075770687027946</id><published>2009-01-18T14:11:00.001-08:00</published><updated>2009-11-26T10:29:15.283-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Passageiros entre palavras fugazes'/><title type='text'>"Passageiros entre palavras fugazes"</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SXOuNoS3YMI/AAAAAAAAALw/fbq4a_abu8I/s1600-h/20090103elpepiint_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292765536268542146" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SXOuNoS3YMI/AAAAAAAAALw/fbq4a_abu8I/s400/20090103elpepiint_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;(Enterro de cinco irmãs palestinas mortas no ataque à Gaza)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Começo esse ano com a citação de um poema do palestino Mahmoud Darwish, falecido em agosto do ano passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;“Passageiros entre palavras fugazes:&lt;br /&gt;carreguem os vossos nomes e vão-se embora,&lt;br /&gt;Cancelem as vossas horas do nosso tempo e vão-se embora,&lt;br /&gt;Levem o que quiserem do azul do mar&lt;br /&gt;E da areia da memória,&lt;br /&gt;Tirem todas as fotos que vos apetecer para saberem&lt;br /&gt;O que nunca saberão:&lt;br /&gt;Como as pedras da nossa terraConstroem o tecto do céu.” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;(TRECHO DO POEMA VÃO-SE EMBORA)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A lembrança de Mahmoud aqui é estimulada principalmente pelos últimos acontecimentos desencadeados no conflito entre palestinos e israelenses. Não pude deixar de pensar neles como o desenrolar de mais um capítulo de uma história na qual a idéia de reparação do passado é evocada para a justificativa de ações concretas em nosso presente, nesse caso, o bombardeio e a invasão de Gaza. É a mesma lógica que assentou o holocausto como o marco memorável mais significativo do século XX e concedeu ao povo judeu a possibilidade de reivindicar para si uma autoridade quase inviolável de voz sobre o passado, demonstra-nos, por conseguinte, a amplitude que pode alcançar um lugar de fala respaldado pela força da memória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A partir de uma bem estruturada política mundial de memória em torno do evento que incluiu a produção de filmes, proliferação de monumentos, documentários, produção de artefatos e exposição de grande alcance através dos meios de comunicação, o holocausto, acontecimento memorável, tornou-se um dos mais bem sucedidos projetos de construção de memória no século XX e foi capaz de fazer de suas vitimas/protagonistas, autoridades inquestionáveis a falar e a fazer calar em nome do passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;É preciso que compreendamos que, a própria passagem do holocausto para o primeiro plano dos debates sobre memória, representa o jogo de disputas sobre o passado e a informação. A recorrência de políticas genocidas em países como Ruanda, Bósnia, Kossovo, bem como, a divulgação das atrocidades, torturas e perseguições efetivadas nos Regimes Ditatoriais na América Latina, desencadearam uma ampla política de memória nesses países e &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;o recrudescimento desses conflitos colocou o holocausto como o grande centro das disputas de memória no século XX, tornou-o referência para ocorrências de massacres e mortes em várias partes do mundo e fez do povo judeu o guardião de uma memória que alcançou uma dimensão de universalidade extremamente complexa e problemática. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Autorizou-o a inclusive ser hoje também genocida em relação a outros povos e a desafiar com bombas instituições como as grandes agências de notícias internacionais e a ONU que, em um passado muito próximo atuou de maneira decisiva na própria situação que hoje se apresenta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-8516075770687027946?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/8516075770687027946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=8516075770687027946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8516075770687027946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/8516075770687027946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2009/01/passageiros-entre-palavras-fugazes.html' title='&quot;Passageiros entre palavras fugazes&quot;'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SXOuNoS3YMI/AAAAAAAAALw/fbq4a_abu8I/s72-c/20090103elpepiint_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-5853326681108967305</id><published>2008-12-03T13:55:00.001-08:00</published><updated>2010-06-10T19:41:26.559-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A humanidade ainda precisa dos historiadores'/><title type='text'>A humanidade ainda precisa dos historiadores?</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/STcAV7fZY8I/AAAAAAAAALo/JWrXekXwRhA/s1600-h/501-08-503~Enfance-Birmane-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275685865234457538" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/STcAV7fZY8I/AAAAAAAAALo/JWrXekXwRhA/s400/501-08-503~Enfance-Birmane-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Sendo historiadora pode parecer estranho iniciar um texto com uma questão quanto à necessidade ou não dos historiadores no mundo contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É provável que a resposta a esta pergunta se apresente como uma imediata contundência afirmativa para todos os historiadores que iniciarem a leitura, afinal, qual de nós colocaria em xeque a importância de sua atuação na sociedade da qual fazemos parte? Embora esteja tentada a desde já embalar o coro corroborando com tal afirmativa, vou ousar realizar um exercício de advogada do Diabo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Qual o papel que realizamos na sociedade nos dias de hoje? Até que ponto a história que produzimos é consumida fora de nossa academia? O que afinal, é ser historiador em nossos dias quando há tantos lugares e vozes a se pronunciarem em nome da história?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Primeiro, acho essa dispersão de olhares e falas algo positivo, a meu ver, ninguém é dono da história, a ponto de ser a única voz autorizada a falar sobre o passado, contudo, issoapresenta grandes desafios ao nosso ofício nessa entrada de um novo século. Sobretudo, porque nos obriga a pensar como nos situaremos em relações a tantos saberes que interferem em nossa produção. Se Hobsbawm, achou que o século XX foi brevíssimo, o que esperar de um, para o qual até a a mais nova novidade se torna obsoleta em semanas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;Sempre me pergunto e me preocupo se o que eu produzo efetivamente terá um fim prático em nosso mundo, ou será mais uma resma de papel a ser depositada na prateleira de alguma biblioteca. É redundante dizer que nós, historiadores de ofício, costumamos a falar somente para nós mesmos, como que para satisfazer a alimentar as fogueiras de nossas vaidades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;A HUMANIDADE AINDA PRECISA DE HISTORIADORES?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A meu ver, necessita de outros, não mais os mesmos que sempre fomos, ou ao menos, boa parte de nós, porque com raras exceções, até aqui, fizemos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;valer a confortavéis e acolhedora força do campo, conceito formulado por Bourdieu,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;para o qual nos acostumamos a dizer, “que assim seja, amém”! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Poucos ousaram ser historiadores para além dos protetores muros dos arquivos e universidades que sempre nos envolveram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:medium;color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Se o mundo que vivemos é um mundo em travessias, que atravessemos também nossos próprios territórios e fronteiras; que cruzemos os limites de nossas possessões e de nossos cantos e canteiros para que dessa maneira consigamos enxergar os desafios postos por um tempo que impulsiona os usos do passado e da história para muito além de nossos limites.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-5853326681108967305?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/5853326681108967305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=5853326681108967305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5853326681108967305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5853326681108967305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/12/humanidade-ainda-precisa-de.html' title='A humanidade ainda precisa dos historiadores?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/STcAV7fZY8I/AAAAAAAAALo/JWrXekXwRhA/s72-c/501-08-503~Enfance-Birmane-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-6412066693570829785</id><published>2008-11-23T16:17:00.000-08:00</published><updated>2010-06-10T19:47:58.383-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política Contemporânea'/><title type='text'>Devir-Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SSn1gQb1W4I/AAAAAAAAAKQ/aBTKRC98snM/s1600-h/1182109192_favela_praia_do_pinto_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272014773330205570" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SSn1gQb1W4I/AAAAAAAAAKQ/aBTKRC98snM/s400/1182109192_favela_praia_do_pinto_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;em&gt;Favela do Pinto 1969 (Rj) - Remoção (foto: Arquivo Nacional/Correio da Manhã)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;"Houve uma reviravolta: a "brasilianização" do mundo passou a significar, do ponto de vista dos países centrais, um retrocesso generalizado&lt;br /&gt;A RELAÇÃO entre o Brasil e o mundo é uma velha história.Ela diz respeito à própria constituição da economia-mundo pela colonização européia do novo mundo. Contudo, há uma dimensão mundial do Brasil moderno que concerne a um de seus mitos fundadores: seu ser o país do futuro.Paradoxalmente, nas últimas duas décadas, houve uma surpreendente reviravolta: a "brasilianização" do mundo passou a significar, do ponto de vista dos países centrais, um retrocesso generalizado. Do ponto de vista do Brasil, o futuro passou a ser o próprio Brasil, ou seja, a reiteração globalizada dos fenômenos de desigualdade econômica, fragmentação social, segregação espacial e violência que sempre marcaram a modernização brasileira.Ora, o duplo pesadelo da brasilianização do mundo só se sustenta pela separação rígida e hierárquica dos pontos de vista. Na realidade, a globalização se caracteriza pela hibridização de centro e periferia, de "progresso" e "atraso", de "inclusão" e "exclusão". O que está no cerne da nova clivagem é a relação com o "outro".A globalização é atravessada por uma alternativa radical: ela diz respeito a suas dimensões temporais.De um lado, ela se apresenta como novo despotismo de um mundo reduzido a um único e inevitável futuro.Futuro que pode coincidir com a catástrofe anunciada: a brasilianização.Seu tempo é unívoco e linear: o "progresso", que modula uma série infinita de fragmentos sociais e espaciais nas representações abstratas do mercado. Aqui, a relação com o outro, humano (cultura) ou não-humano (natureza), é de dominação: pela destruição ou pela homogeneização.Por outro lado, a globalização abre-se à multiplicidade dos mundos possíveis. Sua temporalidade é aquela aberta do devir. Aqui, a flexibilidade social e econômica é manifestação de uma plasticidade cuja dinâmica se alimenta da hibridização incessante para dentro e para fora, além do dentro e do fora. A relação com o outro é antropófaga, bem nos termos da proposta revolucionária de Oswald de Andrade e de sua renovação pela antropologia de Viveiros de Castro: absorver o outro e, nesse processo, alterar-se, devir.Sabemos que o Brasil constitui um enigma para os estudos "mainstream", mas também para os estudos pós-coloniais e os da "colonialidade" do poder. Isso porque o Brasil é, desde logo, pós-colonial, metrópole na colônia. Um poder monstruoso que, desde o início da colonização, se articula por dentro dos fluxos da hibridização, ao passo que a própria hibridização constituiu o terreno privilegiado de enfrentamento e constituição.Paradoxalmente, portanto, o Brasil se constituiu originariamente numa das maiores experiências coloniais e escravagistas sem, com isso, se encaixar no que os estudos pós-coloniais definem como o paradigma da segregação. O "caldeamento" brasileiro se apresenta como uma potência monstruosa de diferenciação e constituição da liberdade. Mas isso não dissipa o pesadelo da "brasilianização". Como ativar o devir? De que "mundo" estamos falando?Paulo Arantes lembra que Mario de Andrade costumava dizer que o "luxo de antagonismos" da mestiçagem enaltecida por Freyre e Oswald escondia na realidade uma "imundície de contrastes". Ora, na troca de trocas de pontos de vista, a relação entre lixo e luxo, subdesenvolvimento e desenvolvimento, pobreza e riqueza pode ser não-dialética.Ou seja, se na "imundicie de contrastes" temos o im-mundo do poder sobre a vida (biopoder), da pobreza e do racismo, é nesse mesmo "lixo" da hibridização que há a potência da vida (biopolítica), da significação e, pois, a riqueza do pobre.Estamos diante daquela mesma alternativa radical: entre a globalização como perda-de-mundo (im-mundo do mercado dos fragmentos, da crise dos valores e de suas "Bolsas") e a produção ilimitada de novos valores, criação do mundo.Por trás do estigma da brasilianização, temos um devir-Brasil do mundo e um devir-mundo do Brasil: é Lula, presidente retirante e operário que abre o caminho a Obama, presidente "vira-lata" que nunca resolve de maneira identitária a ambivalência de seu devir-mestiço. Mas esse plano é também o da ação afirmativa (política de cotas), da qual participou Obama, que deve consolidar-se no Brasil como terreno constituinte do arco-íris da mestiçagem.É nessa multiplicidade dos pobres -indígenas, favelados e negros no Brasil; hispânicos, imigrantes e negros nos Estados Unidos- que a libertação aparece como um começo: devir-Brasil do mundo e devir-mundo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Reprodução de texto Uol-Debates&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;GIUSEPPE COCCO , 52, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre outras obras, escreveu, com Antonio Negri, o livro "Glob(AL): Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-6412066693570829785?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/6412066693570829785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=6412066693570829785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6412066693570829785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6412066693570829785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/11/devir-brasil.html' title='Devir-Brasil'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SSn1gQb1W4I/AAAAAAAAAKQ/aBTKRC98snM/s72-c/1182109192_favela_praia_do_pinto_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-4497438313189087856</id><published>2008-11-18T13:55:00.000-08:00</published><updated>2010-06-10T19:55:48.894-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Sentido da Travessia'/><title type='text'>O Sentido da Travessia</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SSM8u5ZcccI/AAAAAAAAAJw/FbzxFgULG84/s1600-h/100473~Monjes-budistas-caminando-en-fila-por-un-camino-de-tierra-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270122765332804034" style="WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SSM8u5ZcccI/AAAAAAAAAJw/FbzxFgULG84/s400/100473~Monjes-budistas-caminando-en-fila-por-un-camino-de-tierra-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ffffcc;"&gt;Outro dia li uma reportagem, em um desses sites do Google ou do Yahoo, na qual um psicólogo falava da preocupação com uma nova geração que vem surgindo pós-90. Segundo ele, essa geração muito provavelmente passará por um problema de construção de identidade, uma vez que os laços humanos se apresentam cada vez mais tênues.&lt;br /&gt;Sua inquietação se associa as de outros estudiosos que se dedicam a analisar as espantosas transformações das duas últimas décadas.&lt;br /&gt;Para alguns, mais apocalípticos, como Zygmunt Bauman, vive-se uma vida líquida; vida estranha na qual tudo muda todos os dias muito rapidamente, na qual os laços se desfazem e as relações podem ser tão facilmente descartadas como nossos arquivos de computador.&lt;br /&gt;A sociedade do CTRL-X, CTRL-C recorta e cola amizades, amores e sentimentos variados numa crescente naturalização e apologia do efêmero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivendo nesse mundo ciber-social sou tomada por sentimentos contraditórios.&lt;br /&gt;Assumo-me uma amante das várias tecnologias e de certa forma não consigo deixar de ser otimista sobre suas possibilidades de uso. Por outro lado, exatamente, essas ilimitadas possibilidades me assustam quando penso que no futuro boa parte da humanidade irá interagir prioritariamente por esses recursos. Não é a toa que assistimos a profusão dos sites de relacionamento, chats, blogs, homepage, jogos do tipo second life que as pessoas usam para se comunicarem com os outros.&lt;br /&gt;Sob o aspecto positivo é provável que assistamos, ou já estejamos a assistir, uma circulação cultural jamais vista na humanidade. Multiculturalidade certamente será um conceito fundamental para compreendermos esse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ao presenciarmos a emergência dessa geração a construir sua identidade orientada pelo ciber-espaço, não se pode fechar os olhos para milhões de pessoas que sequer têm acesso ao computador.&lt;br /&gt;Se para os mais eufóricos apologistas dos meios, cria-se, perfeitamente, em uma aldeia global, numa ilusória idéia de interligação plena dos povos através dos sistemas comunicacionais, hoje, percebe-se muito claramente que para alguns a opção mais provável parece ser a condenação ao esquecimento, basta pensarmos nos milhões a subsistiram em continentes como a África, Ásia e mesmo América Latina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ffffcc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Vivemos um mundo em travessia e esse sentimento talvez nunca tenha sido tão intenso, sobretudo, quando cada um de nós, mesmo em suas cadeiras em frente a computadores, sente-se, contraditoriamente, preso em um movimento que muitas vezes nos desenraiza sem que saíamos do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sônia Meneses&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;17/11/08&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-4497438313189087856?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/4497438313189087856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=4497438313189087856' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/4497438313189087856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/4497438313189087856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/11/o-sentido-da-travessia.html' title='O Sentido da Travessia'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SSM8u5ZcccI/AAAAAAAAAJw/FbzxFgULG84/s72-c/100473~Monjes-budistas-caminando-en-fila-por-un-camino-de-tierra-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-7477858176909931251</id><published>2008-10-30T17:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:59:22.137-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O vendedor de passados'/><title type='text'>"O vendedor de passados"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;José Eduardo Agualusa nos apresenta uma intrigante história de um homem que se especializou em vender passados. Mas Felix Ventura não era um homem comum, é um sujeito albino em uma sociedade de negros. Vivia sozinho e tinha por único amigo uma osga e, é atraves dela que conhecemos Felix, por seus olhos e palavras adentramos no labirinto que é sua própria vida. Em um misto de memórias inventadas, imaginadas, criadas ou não, somos provocados a pensar sobre os usos do passados feitos pelos homens ao construir suas próprias histórias e memórias. O tempo de Felix parece ser outro, talvez um entre-tempo, para usarmos a expressão de Homi Bhabha, um tempo entre sua imaginação e os rastros que utiliza para criar um passado para si e para os outros. Uma ótima dica de leitura!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpbyLpwNhI/AAAAAAAAAH4/ipZ-DFxAeT4/s1600-h/CIMG4347.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263120032215348754" style="WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpbyLpwNhI/AAAAAAAAAH4/ipZ-DFxAeT4/s400/CIMG4347.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Felix Ventura escolheu um estranho ofício: vender passados falsos. Os seus clientes, prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana, têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Felix fabrica-lhes uma genealogia de luxo, memórias felizes, concegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres. A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. E então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começar a acontecer"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;(contra-capa do Livro o Vendedor de Passados - José Eduardo Agualusa)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-7477858176909931251?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/7477858176909931251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=7477858176909931251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/7477858176909931251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/7477858176909931251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/o-vendedor-de-passados.html' title='&quot;O vendedor de passados&quot;'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpbyLpwNhI/AAAAAAAAAH4/ipZ-DFxAeT4/s72-c/CIMG4347.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-178656998799590840</id><published>2008-10-30T14:11:00.000-07:00</published><updated>2009-11-26T10:30:39.583-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sabes navegar'/><title type='text'>"Sabes navegar?"</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpRxZX9gaI/AAAAAAAAAHw/-b8NVR6JxRM/s1600-h/900407~Person-Canoeing-at-Sunrise-Posters.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;"&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Sabes navegar, (…) ao que o homem respondeu, Aprenderei no mar. O capitão disse, (…) não me atrevo com qualquer barco, Dá-me então um com que possa atrever-me eu, (…) Essa linguagem é de marinheiro, mas tu não és marinheiro, Se tenho a linguagem, é como se o fosse. (…) para que queres o barco, Para ir à procura da ilha desconhecida, Já não há ilhas desconhecidas, (…) homem da terra sou eu, e não ignoro que todas as ilhas, mesmo as conhecidas, são desconhecidas enquanto não desembarcarmos nelas" (Saramago - O conto da Ilha Desconhecida)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpQZZQEuFI/AAAAAAAAAHo/SB-YmqsPsNY/s1600-h/105841~Una-goleta-navega-a-traves-de-la-densa-niebla-de-la-costa-de-Nueva-Inglaterra-Posters.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="right" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpRxZX9gaI/AAAAAAAAAHw/-b8NVR6JxRM/s1600-h/900407~Person-Canoeing-at-Sunrise-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263109023602672034" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpRxZX9gaI/AAAAAAAAAHw/-b8NVR6JxRM/s400/900407~Person-Canoeing-at-Sunrise-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right" style="text-align: center;"&gt;"Sabes Navegar? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta capital em nossos dias, aqui formulada com maestria por Saramago nessa história inusitada de um homem que, certo dia, bate à porta de um rei e pede-lhe um barco para ir em busca da Ilha desconhecida. Contudo, o mundo do homem da Ilha desconhecida, tal qual o nosso, aparentava estar esquadrinho em territórios determinados e fronteiras conhecidas. No vasto mundo familiar onde navegavam os homens, o personagem de Saramago atua como o elemento de estranhamento, irrupção problematizadora, o sujeito que reivindicava pra si a busca de novos territórios mesmo nos mapas já dispostos sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com isso, o personagem atua como o súdito, o receptor/consumidor inconveniente para o Rei, a quem tudo competia comunicar e ser comunicado e se coloca também como sujeito construtor, descobridor/inventor de novas ilhas naquele mundo. O receptor/navegador, sendo homem da terra, queria também ser dos mares, navegar, singrar os vastos oceanos em busca de sua própria ilha. Para isso, apropria-se de um meio: o barco; toma emprestada uma linguagem: a dos marinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A metáfora de Saramago nos ajuda a pensar sobre a relação estabelecida entre os receptores e os meios de comunicação em nossos dias. Reflexão problemática uma vez que se manifesta no espaço movediço entre o que é comunicado e o longo percurso de suas (re)apropriações por sujeitos diversos. Ação, que distante de ser compreendida como circuito linear, como nos adverte Stuart Hall, representa um o movimento de uma imbricada estrutura na qual estão interligadas “produção, circulação, distribuição/consumo, reprodução”. Uma estrutura na qual cada um desses elementos se distingue, mas que, no entanto, dialogam entre si em um movimento constante de reatualização e produção de significados. (...)"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right" style="text-align: justify;"&gt;Sônia Meneses&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Trecho do artigo:NARRAR, Informar, Navegar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A invenção do acontecimento emblemático contemporâneo - o Painel do Leitor do jornal Folha de São Paulo e o golpe de 1964. )&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-178656998799590840?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/178656998799590840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=178656998799590840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/178656998799590840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/178656998799590840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/sabes-navegar.html' title='&quot;Sabes navegar?&quot;'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQpRxZX9gaI/AAAAAAAAAHw/-b8NVR6JxRM/s72-c/900407~Person-Canoeing-at-Sunrise-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-5642655260756929321</id><published>2008-10-23T08:08:00.000-07:00</published><updated>2009-11-26T10:31:14.173-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Que tipo de historiador é você?'/><title type='text'>Que tipo de historiador é você?</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQCUncB7haI/AAAAAAAAAGw/lUyiSHxMie8/s1600-h/FFPOFP02~Olas-1958-60-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260367770028836258" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQCUncB7haI/AAAAAAAAAGw/lUyiSHxMie8/s400/FFPOFP02~Olas-1958-60-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#006600;"&gt;Se você, por acaso, é daquele historiador ou historiadora que pensou mais de 3 minutos para responder essa pergunta saiba que você pode ser considerado uma pessoa pouco confiável por aquele que a respondeu nos primeiros 3 segundos.&lt;br /&gt;Se estivessem frente a frente, certamente, o historiador resoluto dos três segundos estaria olhando para você, com certo riso irônico, no canto esquerdo da boca, pensando: “deve ser um pós-moderno relativista destruidor da história”. Por outro lado, você, historiador relutante dos 3 minutos, talvez pudesse estar também o observando com um claro enfado no olhar e imaginando: - “no mínimo é uma marxista hard core perdido no tempo”.&lt;br /&gt;Claro, há inúmeras outras cenas possíveis para imaginarmos a resposta a essa pergunta. Inúmeras outras formas de resolução e relutância.&lt;br /&gt;(Cena? Imaginação? Santo Deus! Será que sou pós-moderna?)&lt;br /&gt;Nas minhas aulas de introdução, meus alunos mais cedo ou mais tarde, sempre me fazem a pergunta: “- Professora, de qual concepção a senhora é”.&lt;br /&gt;Prefiro não responder e peço para que eles mesmos digam, afinal, a disciplina é para esse exercício de reflexão. Contudo, devo admitir que é um tanto difícil uma definição fechada, porque a partir de um dado momento, passei a me sentir incomodada em ser uma historiadora possuída por alguma concepção. Acho que possessão é um bom termo para definir algumas posturas que vemos por ai, nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Tenho medo dos historiadores possuídos. Eles quase sempre são irascíveis em relação aos seus lugares teóricos e, sobretudo, intolerante em relação aqueles que não se enquadram em seus mesmos paradigmas. O Brasil é um lugar de muitas possessões, ou para quem ache melhor de muitos domínios da história.&lt;br /&gt;Devo ser uma historiadora relutante, no final das contas.&lt;br /&gt;Reluto!&lt;br /&gt;Luto contra as intransigências conceituais de nosso campo; (re)luto por uma história que se abra ao diálogo verdadeiro com outras áreas... Luto e reluto para que em nosso país, novos centros de discussão possam surgir.&lt;br /&gt;Que tipo de historiadora eu sou?&lt;br /&gt;Quando entrei na faculdade, carregava o peso da busca da verdade nas costas, talvez o fardo da história preso em meu sapato. É assim que a história era (e talvez ainda seja) ensinada na educação básica. Nos primeiros semestres, mergulhei no processo que nos levaria a um futuro glorioso e seguramente planejado por nós. Depois descobri que tudo era história, dos galinheiros aos namoros nas esquinas! Mas, que o que importavam eram as experiências.&lt;br /&gt;Hoje?&lt;br /&gt;Bem, felizmente, sei tudo isso importou para que eu me tornasse a historiadora que sou, acho que afinal, venho conseguido superar todas as possessões e exorcizá-las a tempo de deixarem em mim somente o discernimento para saber que a história deve nos despertar, sobretudo, a sensibilidade.&lt;br /&gt;A melhor reflexão teórica sobre o mundo é aquela que se reconhece como teoria. A vida, o tempo,  homens e mulheres só cabem em nossas dissertações, livros e teses em uma porção muito ínfima, somente até onde nos é possível imaginar-lhes a vida através dos rastros que nos deixaram.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-5642655260756929321?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/5642655260756929321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=5642655260756929321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5642655260756929321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5642655260756929321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/que-tipo-de-historiador-voc.html' title='Que tipo de historiador é você?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SQCUncB7haI/AAAAAAAAAGw/lUyiSHxMie8/s72-c/FFPOFP02~Olas-1958-60-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-4072629120152184244</id><published>2008-10-10T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:57:06.771-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O SÓLIDO O LÍQUIDO E O OUTRO'/><title type='text'>O SÓLIDO O LÍQUIDO E O OUTRO</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255663134007713394" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SO_dxlGlXnI/AAAAAAAAAFo/Dq17orznEXo/s400/021_PHL-525~Las-escaleras-mecanicas-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Havia um mundo em que tudo era quase perfeito, ao menos assim parecia. Nele, as pessoas haviam descoberto a materialidade dos lugares, uma pragmática das relações e a existência objetiva do existente. Muito seguros, tinham os pés fincados em uma sólida, porém, abstrata base. Pisavam firmes, mas nunca olhavam para o chão. O simples fato de olhá-lo poderia sugerir que não se cria totalmente nele, mas isso não se podia admitir, afinal havia um código tácito, aprendido há muito tempo, que ele estava ali e que sempre havia estado. Para muitos, talvez a maioria, isso dava a boa sensação de que as coisas eram exatamente o que eram, porque deveriam ter sido antes deles e seriam assim depois que eles não estivessem mais ali. Um dia, em meio a um forte vendaval, alguns caíram. Tiraram os pés do chão, mais do que isso, olharam para ele. Assustaram-se: estavam caminhando sobre águas, a única coisa sólida ali, eram seus sapatos que, de muito duros e de tão presos aos pés, davam uma ilusória sensação de segurança mesmo quando passeavam sobre correntezas, ondas ou águas calmas. Parte deles se levantou e resolveu nunca mais olhar para o chão novamente; seguiu caminho e optou pelo esquecimento das águas se entregando à segurança dos sapatos. Outros, porém, resolveram se descalçar. Em alguns, isso causou grande dor de tão presos os sapatos estavam aos pés. Para outros a sensação era de medo, insegurança, ansiedade. A frieza da água causava ao mesmo tempo torpor e satisfação. Eram tantas as novas sensações que se tornaram impossíveis de serem descritas em palavras, gestos, imagens. Os pés descalços queriam usufruir, ao mesmo tempo, de tudo aquilo que julgaram ser a sua nova condição, tudo que aquele novo mundo podia lhes oferecer. Mergulharam ansiosamente nas águas, deliciaram-se com a absoluta imprevisibilidade de seus cursos, com a força de suas ondas ou com a serenidade de suas lagoas. Mas os pés descalços adquiriram um estranho hábito: as águas nunca lhes bastavam, as ondas, os cursos dos rios e até mesmo as plácidas lagoas eram sempre transitórias. As águas sempre passavam. Alguns pés descalços se inquietaram quando, ao colocaram as mãos nas águas tentando deter-lhes, só conseguiam molhá-las, estas logo secavam como se nunca tivessem tido nada entre os dedos. Em meio à sua angústia perceberam que não podiam e não queriam calçar novamente os velhos sapatos, contudo, também não conseguiam mais a mesma satisfação ao mergulharem nas águas. Era como se sempre retornassem ao ponto de partida, embora soubessem que as águas nunca eram as mesmas. Os pés descalços tiveram a incomoda sensação de que sentiam falta de algumas coisas que tinham antes, ou que imaginavam ter tido, mas por outro lado, sabiam que não poderiam mais calçar os antigos sapatos. Descobriram então que precisavam reaprender a andar, agora sem sapatos, mas tendo a consciência de que caminhavam sobre águas, isto não podiam mais ignorar. Sabiam também, que dificilmente caminhariam com a mesma segurança de antes, ou com as mesmas certezas, temiam isso às vezes, mas sabiam que precisavam seguir. Se antes, o equilíbrio fora dado pelos sapatos, hoje teria que partir deles próprios. Teriam que aprender a não somente andar, ou mergulhar nas águas. Teriam que aprender olhar para o mundo sob o olhar de uma novidade sensível na qual nem tudo era totalmente novo, nem tudo era totalmente velho, nem tudo era totalmente sólido, nem totalmente líquido. Finalmente, eles são sabiam dizer se eram mais felizes antes, quando tinham os pés calçados, ou agora, com a descoberta das incertezas. Sabiam apenas que eram outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Sônia Meneses, Niterói, 27/10/2007, 2:45&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-4072629120152184244?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/4072629120152184244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=4072629120152184244' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/4072629120152184244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/4072629120152184244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/o-slido-o-lquido-e-o-outro.html' title='O SÓLIDO O LÍQUIDO E O OUTRO'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SO_dxlGlXnI/AAAAAAAAAFo/Dq17orznEXo/s72-c/021_PHL-525~Las-escaleras-mecanicas-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-2426644995897165850</id><published>2008-10-08T19:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:42:35.084-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A quem pertence a História?'/><title type='text'>A QUEM PERTENCE A HISTÓRIA?</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254974748971215602" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SO1rsTATqvI/AAAAAAAAAFg/AFgZH2FX8vk/s400/world+trade+centrer+7.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Fui a um evento no qual, alguns de nós, historiadores de ofício, defendiam o fato de que, "eles" (no caso os jornalistas) estavam rivalizando conosco, competindo com versões "pouco" confiáveis da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio-me então a seguinte questão: qual o ponto seguro para uma história confiável? Tomemos um exemplo recente: qual a melhor versão apresentada sobre a queda do World Trade Center? A dos norte-americanos ou a dos países árabes? A quem pertence o prédio que não existe mais? Será possível dizer quem tem mais direito sobre os usos do passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me levou à segunda questão: O que faz um evento se tornar histórico em nossos dias? Certamente, não somente o fato de ter acontecido. Se assim fosse, mergulharíamos no mundo de Funes, o memorioso, personagem magistral de Borges, para o qual tudo era impossível esquecer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Mas afinal, se todo fosse histórico, conseqüentemente, nada seria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Sobre os escombros do prédio, ergueu-se um monumento muito maior e mais duradouro que suas paredes: o acontecimento histórico do 11 de setembro de 2001. Acontecimento complexo, tenso e conflitante que, teve como característica principal dar-se aos nossos olhos no exato momento de sua “acontecência” através dos meios de comunicação.&lt;br /&gt;Uma narrativa caótica e surpreende, mas que, ao mesmo tempo, ajudou a compor-lhes vários significados que continuam em disputa cotidianamente. Associados a eles, muitos outros sentidos ainda lhes serão tecidos, inclusive pela escrita historiográfica. Isso nos leva a refletir que para pensar sobre os acontecimentos históricos em nossos dias é necessário considerarmos uma séria de novos agentes que interferem profundamente nas próprias formulações sobre o passado no presente.&lt;br /&gt;Lugares variados com os quais o historiadores têm que aprender a dialogar.&lt;br /&gt;Que critiquemos o lugar social, ideológico ou as posições conservadoras que podem advir de tais recursos é válido - não esquecendo que na própria históriográfia tal exercício é necessário. Que queiramos ou não, através dos meios de comunicação diariamente também se produz conhecimento histórico, não somente isso, difundem-se idéias e significados históricos que interferem profundamente na sociedade contemporânea. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-2426644995897165850?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/2426644995897165850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=2426644995897165850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2426644995897165850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2426644995897165850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/quem-pertence-histria.html' title='A QUEM PERTENCE A HISTÓRIA?'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SO1rsTATqvI/AAAAAAAAAFg/AFgZH2FX8vk/s72-c/world+trade+centrer+7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-6880578610436136962</id><published>2008-10-06T16:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T06:13:01.871-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Beleza de Jorge'/><title type='text'>A Beleza de Jorge</title><content type='html'>&lt;div&gt;Alguns poucos homens nasceram com um dom: enfeitiçam palavras. Tiram delas o que, aparentemente, jamais poderiam ter.  Fazem com que elas chorem, tenham perfume, tornem-se nuvens. Palavras que juntas com outras, nos fazem ser outros, transportam-nos para longe levando-nos a passear por ai, descomprometendo-nos com a coerência sempre incoerente de nosso mundo. Fazem-nos olhar para além do que vemos ao tocar-nos com sua sensibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jorge Luis Borges, é assim, um encantador de palavras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TBGfVmvzEXI/AAAAAAAAArA/k1fPm3vzk3M/s400/jlborges1.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481337415013699954" style="WIDTH: 129px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" alt="" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma oração&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Jorge Luis Borges&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-6880578610436136962?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/6880578610436136962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=6880578610436136962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6880578610436136962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/6880578610436136962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/beleza-de-jorge.html' title='A Beleza de Jorge'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/TBGfVmvzEXI/AAAAAAAAArA/k1fPm3vzk3M/s72-c/jlborges1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1727522651432198264</id><published>2008-10-04T08:51:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:54:51.698-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Homem Dissecado'/><title type='text'>O Homem Dissecado</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOe4m1kf_PI/AAAAAAAAAFQ/y0nkDEgclDw/s1600-h/corpo+humano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253370467705683186" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOe4m1kf_PI/AAAAAAAAAFQ/y0nkDEgclDw/s400/corpo+humano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Essa semana fui ver a exposição “&lt;strong&gt;Corpo Humano: real e fascinante&lt;/strong&gt;” aqui no Rio de Janeiro. Atitude que somente fui refletir depois que me deparei com partes e corpos humanos espalhadas em várias seções em caixas de vidro num passeio bizarro que se estendeu por várias salas. Dito assim, o leitor pode imaginar que eu estava na cena de um crime. Mas posso dizer que foi mais ou menos assim que me senti. Causou-me certa aversão e constrangimento transitar por aqueles corpos uma vez que não conseguia esquecer que um dia, aquelas que hoje eram peças em exposição em um museu, foram pessoas iguais a mim e a você.&lt;br /&gt;Embora parecessem muito plásticos e assombrosamente trabalhados, aqueles homens e mulheres não foram um bloco de granito, uma peça de silicone ou o tronco de uma árvore antes de serem transformados no que foram por Roy Glover, “médico-artista” cujo o argumento para seu empreendimento se explica pelo “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;caráter prioritariamente educativo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. Embora tenha dito que todos os corpos são de “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;indivíduos ...que optaram por participar de um programa de doação de seus próprios corpos em benefício da ciência e da educação&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;” Tenho muitas dúvidas que alguém, sabendo, exatamente no iria se transformar seu corpo aceitasse se doar para tal exposição. Contudo, ao menos por suas obras, Dr. Glover, jamais será desmentido.&lt;br /&gt;Sem dúvida, o trabalho é impressionantemente meticuloso ao nos mostrar todas as cavidades e segredos que guardamos dentro de nós, mas saindo de lá, perguntei-me se eu realmente precisava saber de tudo isso. Tive a sensação de estar saindo de um curso intensivo de anatomia avançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando lá, o que mais me chamou atenção foi a reação das pessoas diante do “espetáculo”. Pareciam estar felizes por finalmente se depararem com o bíceps braquial ou mesmo os ossos do metacarpo, agora revelados em detalhes minuciosos. Grupos de estudantes riam ao passar pelos corpos mais vistosos; pessoas expunham seus conhecimentos básicos sobre a fisiologia humana, enquanto outras olhavam para si procurando os músculos expostos nos cadáveres. Havia também as que explicavam a alguém as enfermidades que as acometia; enquanto uma mãe arrastava seu filho de 4 anos por todos os corredores a vislumbrar o inusitado panorama. Claramente incomodada, a criança virava o rosto diante de um quadro mais chocante, como quando nos deparamos com uma mesa repleta de pés e mãos seccionados. Nesse momento, ele exclamou: estou com vontade de vomitar. Foi também, a ânsia que me ocorreu.&lt;br /&gt;Outra coisa me chamou atenção: todos os corpos, que o doutor Roy Glover diz terem vindos da Republica Popular da China, têm próteses de olhos azuis. Corpos chineses de olhos azuis. Dr. Glover deve ter imaginado que seus corpos teriam mais dignidade se seus olhos tivessem o brilho azul de outros povos, porque, geneticamente falando é no mínimo absurda sua composição.&lt;br /&gt;Qual a grande lição que tirei da exposição? Finalmente posso dizer: o homem se tornou um objeto em sua plenitude. Destituído de sua condição humana, tornou-se peça de museu para a observação de outros homens. Os cadáveres do Dr. Glover não foram submetidos ao nenhum ritual fúnebre como as múmias do Egito Antigo, ou mesmo como as cabeças mumificadas pelos guerreiros Mundurucus no Peru. Foram simplesmente pensadas para se tornarem objeto de exposição. Pensando sobre isso, acho que afinal, prefiro me sentir como a criança arrastada pela mãe. Partilho com ela da repulsa diante de algumas invenções dos nossos dias nos quais parece muito comum que tudo seja esquadrinhado, publicizado e dissecado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Sônia, Niterói 4 de outubro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1727522651432198264?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1727522651432198264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1727522651432198264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1727522651432198264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1727522651432198264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/o-homem-dissecado.html' title='O Homem Dissecado'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOe4m1kf_PI/AAAAAAAAAFQ/y0nkDEgclDw/s72-c/corpo+humano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-1992457514617481637</id><published>2008-10-02T07:25:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:43:34.317-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas para o Futuro'/><title type='text'>Cartas para o Futuro</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOVMKZO_wpI/AAAAAAAAAE0/jt2teM7TV-E/s1600-h/Carta+para+o+futuro.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252688281853739666" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOVMKZO_wpI/AAAAAAAAAE0/jt2teM7TV-E/s320/Carta+para+o+futuro.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Escrevo cartas para o futuro, não sei ao certo quem as lerá ou se alguém as lerá, mas ocorre comigo uma estranha ansiedade por me comunicar com desconhecidos.&lt;br /&gt;Não somente pessoas, mas mundos que certamente nunca verei.&lt;br /&gt;Ocorre-me também a franca sensação de que dessa forma estarei em um outro tempo, como se as palavras e os rastros que deixo impressos ao vento, em meu presente, falarão suave ou enfurecidamente a alguém que não conheço. Minhas cartas para o futuro são propositadamente sofismáveis, tentam convencer a quem tomá-las nas mãos, retrospectivamente, de que eu queria dizer exatamente o que eles tentarão ler em suas entrelinhas. Mas advirto: não haverá nenhum entre linhas nelas. Certamente, aqueles que os encontrarem se enganarão porque não pretendo mandar-lhes nenhuma mensagem secreta, nenhum significado original.&lt;br /&gt;Nelas, falarei pretensiosamente para mim, dessa forma poderei tranqüilizar a alma e exorcizar os antigos demônios em mãos estranhas.&lt;br /&gt;Mas, é possível também, que estas cartas levem tênues perfumes do meu tempo, do meu corpo, das minhas mãos passeando sobre elas. Odores imaginários, silêncios buliçosos que incomodarão quem as ousar ler.&lt;br /&gt;Minhas cartas falarão de nós, de mim e de você, palavras fluídas de um tempo estranho. Um tempo que muito mudou, em as pessoas mudavam todos os dias numa corrida ensandecida em busca de...&lt;br /&gt;De que? Isso também não irei revelar-lhes.&lt;br /&gt;Algumas serão nostálgicas, outras melancólicas, há ainda aquelas amorosas, as revolucionárias, as carinhosas, ou simplesmente, cartas que falam de reencontros, amizades e despedidas.&lt;br /&gt;Mas, é provável que elas não tragam muita novidade, afinal, todo tempo carregar seus redemoinhos, apesar disso, talvez minhas cartas possam deixar a impressão de que eu, você e eles não sentíamos nosso tempo da mesma forma. Elas falarão de meu espanto, e talvez do seu, sobre um tempo que mesmo sendo o nosso, nos é também estranho. Minhas cartas para o futuro, são na verdade, a ansiedade de um mundo que não se quer fazer esquecido, mas que ao mesmo tempo, escolhe o que deverá ser lembrado, nesse sentido, elas são ingênuas também, porque lá, no outro mundo no qual chegarão, também irão escolher-lhes os esquecimentos e as lembranças, lá, minhas cartas para o futuro, não serão mais minhas, serão as cartas do passado, falarão muito mais sobre aqueles que as lerão, do que de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sônia Meneses, Niterói 11 fev 2008. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-1992457514617481637?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/1992457514617481637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=1992457514617481637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1992457514617481637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/1992457514617481637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/cartas-para-o-futuro.html' title='Cartas para o Futuro'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOVMKZO_wpI/AAAAAAAAAE0/jt2teM7TV-E/s72-c/Carta+para+o+futuro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-2892442750189183421</id><published>2008-10-01T08:47:00.000-07:00</published><updated>2009-11-26T10:32:26.253-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio sobre Tempos Cegos'/><title type='text'>Ensaio sobre Tempos Cegos</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOOrhv4aHaI/AAAAAAAAAEA/1f9Hq-8wKr0/s1600-h/Saramago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252230186721222050" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOOrhv4aHaI/AAAAAAAAAEA/1f9Hq-8wKr0/s320/Saramago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentemente, foi lançado o filme Blindness, inspirado no Livro Ensaio sobre a cegueira de Saramago. Devo admitir a grande curiosidade em ver a adaptação de um livro que me causou sensações que oscilaram entre o asco e o espanto.&lt;br /&gt;Defini-lo como surpreendente é render-me ao lugar comum, mas certamente, foi essa a impressão vinda à mente logo depois que terminei o livro. Não que os elementos presentes na obra nos sejam de todo estranhos. Contudo, talvez tenha sido exatamente o fato de nos colocar, frente a frente com a condição humana, confrontada até seus últimos limites, sem rodeios ou amenizações, o que me causou maior constrangimento. O que me lembrou a máxima: humano é o que somos e afinal.&lt;br /&gt;Por mais brutais ou inexplicáveis que possam parecer as ações e reações daquelas personagens é, exatamente, no que elas têm de mais humanidade que as distinguimos de outros viventes. Saramago não as situa em nenhum lugar com precisão, em nenhum tempo cronológico, porque, possivelmente, queira nos dizer que a “rapariga de óculos escuros”, “o médico”, “o ladrão”, ou a “mulher do médico” sejam ou estejam em cada um de nós. Somos dessa forma povoados tanto pela cegueira da indiferença como pela difícil tarefa de enxergar quando todos preferem não vê. Um tempo nosso? É provável. Um tempo situado entre a fugacidade e o excesso. Em sua obra, os objetos, troféus valiosos de uma sociedade de consumo, perdem o valor, exatamente porque se tornam supérfluos - o que provavelmente sempre tenham sido - diante do desespero da sobrevivência que se situa muito além do possuir. O autor arrasta-nos para um olhar sobre nós mesmo. Talvez, desafiando-nos a pensar sobre que humanidade somos nós.&lt;br /&gt;Ensaio Sobre a Cegueira, é um exercício para refletirmos sobre nosso tempo e, quem sabe, um alerta para ensaiarmos um olhar para nós e para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOOpAZSEInI/AAAAAAAAADg/KgrlHqWehwQ/s1600-h/DSC05661.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252227414695879282" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOOpAZSEInI/AAAAAAAAADg/KgrlHqWehwQ/s320/DSC05661.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sônia Meneses&lt;br /&gt;Niterói, 1 de outubro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-2892442750189183421?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/2892442750189183421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=2892442750189183421' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2892442750189183421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/2892442750189183421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/10/ensaio-sobre-tempos-cegos.html' title='Ensaio sobre Tempos Cegos'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2dToCOMD55w/SOOrhv4aHaI/AAAAAAAAAEA/1f9Hq-8wKr0/s72-c/Saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1162614912377953917.post-5701743113578617500</id><published>2008-09-30T15:45:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:31:07.968-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Musealização do Presente'/><title type='text'>A Musealização do Presente</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;"Ao pensarmos os lugares da atuação midiática em nossos dias, necessariamente, enfrentaremos um problema capital: a elaboração de sentidos sobre a história e a memória e seus usos em nosso cotidiano, nesse caso, somos conduzidos também a uma reflexão sobre as formulações dessa produção. Ao nos colocarmos essas questões, consideraremos que o campo midiático atua tanto como produtor de história, não somente compreendida como ação humana no tempo, mas como saber sobre tais ações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Tal questão nos parece capital, uma vez que a circulação de informação efetivada pelos recursos midiáticos parece ter alterado relações quase seculares do homem com o tempo. Atualmente, parece ocorrer uma verdadeira “musealização” do presente, no qual a busca ansiosa pela preservação do passado, baseia-se em uma cultura de memória despolitizada e desenraizada. Nesses termos, o passado emerge sob a forma de uma poderosa mercadoria simbólica que coloca em destaque ações que interferem poderosamente em nosso presente fazendo com que a memória e a história assumam lugares fundamentais numa construção de sentidos dispersa e variada. "&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Trecho do artigo: A Musealização do Presente, &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;apresentado no II Seminário Nacional de História e Historiográfia - Mariana agosto de 2008&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sônia Meneses &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-4626176722265787" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D4626176722265787%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331742054%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3B730E574793783A13C53E4438B4A1EF8758F253.793C074AF36BDB53752476B92A8F4F722D4D5535%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D4626176722265787%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DSyqd5ALZcNEb-ddHAbJQp5QgDCQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D4626176722265787%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331742054%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3B730E574793783A13C53E4438B4A1EF8758F253.793C074AF36BDB53752476B92A8F4F722D4D5535%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D4626176722265787%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DSyqd5ALZcNEb-ddHAbJQp5QgDCQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Propaganda da Folha de São Paulo de 1997. O jogo de imagens, a sobreposição de conteúdos de caráter históriográficos e memorial servem para percebermos como os meios mobilizam referenciais diversos na produção de sentidos. Na disposição de tais elementos destacamos como fundamental a construção narrativa elaborada sobre os eventos narrados, na qual, claramente podemos perceber as inteconexões entre a memória e a história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1162614912377953917-5701743113578617500?l=mediacoescontemporaneas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=4626176722265787&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/feeds/5701743113578617500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1162614912377953917&amp;postID=5701743113578617500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5701743113578617500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1162614912377953917/posts/default/5701743113578617500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com/2008/09/musealizao-do-presente.html' title='A Musealização do Presente'/><author><name>Sônia Meneses</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04727467160331602082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/-yr3aH4yUxsg/Tc9k-VYeaoI/AAAAAAAAAwo/FgldJmhfA08/s220/eu%2B1%2B2%2Bjul%2B2010%2Bpeb2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
